20.12.08

Desabafo-17/12/2008

Derepente vi uma história ser apagada. Rapidamente esqueceram todas as qualidades que antes diziam existir. Não pouparam nada, só viam os defeitos. Inventaram, mentiram e denegriram, tudo pelo poder. Poder, há várias formas de obtê-lo, existem várias formas de exercê-lo. Mas, como sempre Deus foi justo. Não deixou que a falsidade de alguns e o mal caratismo de outros mudasse a forma própria de pensar da maioria.
Agora estão envergonhados, formulam desculpas idiotas, quando o melhor seria ficar calado. Individuos que deveriam dá o exemplo, que dizem ser democráticos e 'inteligentes" mas no fundo são da pior espécie. Na verdade apenas possuem um discurso bonitinho que não materializam. Mas, a resposta veio de quem faz aquele espaço ser vivo, daqueles que são a nossa razão de exisitir enquanto profissionais. Foram vocês que conhece todos e sabe quem realmente é digno de receber a confiança.
Que sirva de exemplo para todos. Não vale a pena ser desonesto, o caminho da seriedade, da verdade, do trabalho limpo, comprometido com o interesse de todos sempre será a melhor forma de conseguir os objetivos que traçamos. Sem dúvida, este dia (17/12/2008) estará para sempre na história de todos que participaram ativamente deste processo eleitoral. Muito obrigado.

7.12.08

A vida ( em) líquida (ação?)

A vida líquida preconiza o desapego total, a volatidade dos valores, o descartável e o momento, sendo tudo rápido e urgente de ser realizado para logo ser apagado. As relações entre as pessoas não possuem sentimentos, são como contratos com metas a serem atingidas, do contrário são rompidos. Os objetos hoje de última geração, amanhã já são ultrapassados e motivo de chacota.
"Nada de ficar parado, se bobear fica para trás e acaba sendo um inútil". Essa é a ordem, é o mundo de competição, constante, as pessoas não mais percebem o outro como seu semelhante mas, como alguém que deseja ocupar o seu lugar. É interessante a forma como vai se formando este e outros comportamentos, afinal não nascemos assim é a nossa cultura que diz como devemos ser. A pseudo-metamorfose que vivem as pessoas e consequentemente a sociedade anunciada atualmente pelos iluminados pós-modernistas apenas consolida o velho que se diz novo modelo de vida, que é degradante.
A forma que estamos vivendo apenas significa bonância para a minoria que têm a maioria sobre o seu controle. Estes sofrem bem mais, óbvio, não tendo escolha a não ser participar deste jogo com resultado previamente definido. Seria uma insensibilidade dizer que não devem ligar aos valores da sociedade líquida, é a opção que lhes restam para não tornarem lixo.
Lixo sem dúvida é o que mais se produz, os humanos não consumistas considerados "inferiores" fazem parte dele. Aqueles que ainda ousa ver, como faço agora, a beleza do vai e vem dos galhos das árvores, a chuva caindo mansamente no solo, o canto dos passáros e o võo das mariposas, dificilmente vai figurar no topo da pirâmide. Ainda bem que não quero, prefiro continuar apegado as pessoas, a sentir saudades de quem está longe, a gostar da natureza, a indignar com tantas mazelas sociais enfim, prefiro ver o tempo passar lentamente sem ter medo de ficar para trás e nem de ter minha idelogia tida como antiga. As minhas certezas acabam superando o medo criado pelas incertezas da modernidade.

1.12.08

Qualidade de vida e as políticas de esporte e lazer

Abaixo apresento o texto dissertativo feito no último dia 23/11/08 para o cargo de técnico nível superior do ministério do esporte. O tema era: políticas públicas para o esporte e lazer e pedia para abordar: a relação entre esporte, lazer e cidadania; papel do Estado no planejamento de políticas para o esporte e para o lazer; e a possibilidade de integração entre as políticas de esporte e lazer e políticas de outra natureza (como econômica, de segurança e de saúde públlica).
O investimento em políticas públicas de esporte e lazer pelo Estado contribui para melhoria da qualidade de vida da população. O esporte seja qual for sua dimensão (educacional, participação e rendimento) possibilita ao indivíduo desenvolver-se como ser humano e consequentemente colabora para conquista da cidadania.
Programas e projetos sociais nesta área estimulam além das vivências e reflexões sobre os elementos da cultura corporal, a formação crítica do sujeito e também na aquisição de valores como: solidariedade, respeito as diferenças, participação. Além de desenvolver aspectos como o saber perder e ganhar, a busca pela superação das dificuldades e contribui fundameltalemente para a inclusão social. Entretanto, muitos gestores equivocam ao acreditar que somente as políticas de esporte e lazer ou mesmo de saúde, educação, emprego e outras, possam individualmente garantir aos indivíduos a plena cidadania. As ações isoladas não dão conta de sozinhas solucionarem os problemas existentes no país. É preciso uma interação efetiva e constante das intervenções do Estado, bem como, uma maior participação da população na elaboração e imlementação de suas políticas públicas.
Juntamente com a democratização das decisões é importante que o Estado diversifique suas ações, melhorando o investimento nas existentes, criando e ampliando em outros campos como o e esporte e lazer.
Aumentar os investimentos neste setor e aplicá-lo de forma democrática e planejada constitui atitude acertada tendo em vista, a conquista de uma vida mais longa e de melhor qualidade para todos.

27.10.08

A busca pelo desenvolvimento sustentável

A preocupação com a situação da floresta amazônica e quiça com todos os outros ecossistemas é latente em todo o mundo. Presidentes de diversas nações, organizações não governamentais, movimentos sociais em geral proferem constantemente discursos em prol da preservação da natureza e do combate a poluição e o desmatamento. Contudo, o tempo passa e cada vez mais surgem notícias sobre o avanço, por exemplo, do desmatamento desta floresta.
Parece, que as medidas até então tomadas pelos governos( municipal, estadual e a união) viraram paliativos e não conseguem conter o avanço, "enfurecido" das madeireiras, dos fazendeiros, dos exploradores de minério etc, sobre o que ainda resta da mata. A busca pelo desenvolvimento sustentável, com crescimento da renda e a exploração consciente da floresta amazônica precisa acontecer de forma urgente. Além disso, uma profunda reflexão sobre como os seres humanos estão construindo a atual e também futura sociedade necessita ser debatida.
Para a implantação de uma política de desenvolvimento sustentável, explorando a floresta de forma consciente e sem excessos, faz-se necessário iniciar um amplo levantamento da situação da região. Sendo assim, necessário conter definitivamente neste período de planejamento o desmatamento, até que medidas concretas feitas com a participação de toda a população seja enfim coloca em prática.
A paralisação da destruição da mata na localidade amazônica e em todas outras regiões do planeta é fundamental porém, concomitantemente com isso, políticas sociais nas diversas áreas devem ser realizadas neste período de estudo, levantamento e planejamento das políticas ambientais. Aumentar e diversificar as intervenções do Estado, especificamente sobre a região norte do país são decisões importantes para o "desenvolvimento positivo" de todo o Brasil.
A exploração de maneira sustentável da amazonia é possível e necessário para o bem de toda a humanidade, para isso, qualquer ação só terá efeito se vier conjuntamente acompanhado da melhoria de vida daquela população e também, com a mudança dos valores hegemônicos presentes na modernidade.

26.10.08

Convivendo com as diferenças

O ser humano precisa dos demais para satisfazer suas necessidades sociais contudo, conviver com as singularidades de cada individuo está tornando cada vez mais dífícil no atual estágio da sociedade pois, dentre suas características, valoriza sobretudo, o individualismo, a competição e o consumismo. A indústria e o mercado a todo momento, busca consolidar a tese de que somos apenas consumidores e não mais seres pensantes assim, tentam homogeneizar os costumes, comportamentos e desejos.
Os grupos sociais ( idosos, portadores de necessidades especiais, crianças, negros, índios, GLTB e mulheres) ao mesmo tempo que estão conseguindo conquistar seus direitos, ainda sofrem com a intolerância por parte da sociedade. A violência é uma das consequências mais visíveis da dificuldade de convivência com as diferenças que os homens possuem na modernidade.
Vive-se com medo e desconfiança, justamente pela falta de justiça social e respeito as diferenças. Sobre isso é importante dizer que cada pessoa é única, apesar de ser constituída dos mesmos componentes biológicos, sua formação cultural e a história de vida lhe molda com características própria e assim, reage de forma diferente as situações do dia-a-dia. Além do mais, os indivíduos estão expostos a condições sociais, econômicas, ambientais e culturais diversas, aspectos que colaboram para o fortalecimento desta heterogeneidade.
Cada sujeito possui gosto, comportamento, sonhos e momentos singulares. Além disso, pensam, sentem, agem de forma única, possuem limitações e potencialidades diferentes, trabalham, lutam e morrem por causas particulares ou coletivas. Respeitar cada um do seu jeito de ser, sem querer transformá-los naquilo que gostaria que fosse, parece ser um passo fundamental para superar a enorme dificuldade que os seres humanos possuem de conviver com as diferenças.

7.9.08

Passe para frente

“Mas é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são. Mesmo que sejam ruins, é difícil mudar. Então as pessoas desistem. Quando isto acontece, todo mundo sai perdendo”( Trevor, personagem do filme “ A corrente do bem”)

Qual é, mesmo, o sentido da vida? Esta é uma pergunta que sempre faço, pois estou sempre em conflito quanto ao que busco, percebo que a sociedade cria necessidades e faz-nos crer que precisamos delas para sermos então reconhecidos e valorizados, contudo, para que ser isso? Não sei se você leitor está entendendo, todavia estou incomodado com a forma que estamos construindo esta sociedade, um egoísmo idiota, um consumismo banal, um desrespeito para com os outros, um “asentimentalismo” patético. Estamos aplaudindo as benevolências que alguns fazem, achamos o máximo quando alguém posui atitudes honestas ou manifesta sentimento de amor ou carinho explicitamente. Se fosse feito pelos animais irracionais realmente seria, mas, dos seres humanos não poderíamos esperar algo diferente.

O dicionário diz que humano é ser: “bondoso, compassivo, caridoso”, entretanto somos mais o oposto disso. Preferimos levantar a cabeça quando alguém está deitado nas ruas, dá comida aos cachorros do que as pessoas que batem em nossa porta, gastar o dinheiro em supérfluos do que ajudar as instituições e as pessoas que nem lápis possuem para estudar. E ainda assim, ficamos indignados com o aumento da violência, com as mortes nas guerras pelo mundo, não percebemos que estamos matando vários todos os momentos quando negamos a nossa própria condição de ser pensante com as atitudes relatadas.

Fiz este preâmbulo para recomendar o filme “A corrente do bem”, tendo uma criança como personagem de uma linda e emocionante história. A meta era fazer o bem a três pessoas que iriam fazer cada uma para mais três e assim iria passando para frente. Tudo isso começa no local apropriado, escola, espaço que pode mesmo contribuir para mudar o mundo, claro ela sozinha não conseguirá. O trabalho era de Estudos Sociais, sétima série, e os estudantes deveriam ter uma idéia para mudar o mundo e coloca-la em prática. O desenrolar do filme só vocês assistindo.

Sem os apelos tradicionais dos filmes norte-americanos “A corrente do bem” proporciona boas reflexões sobre a nossa realidade, inclusive com um final para filmes inesperado mas, para os que buscam transformar o cotidiano bastante verídico. Fazer o bem é difícil, especialmente neste momento histórico que estamos cada vez mais isolados em nossos “mundinhos”, desconfiado de tudo e todos, qualquer contato já é visto com preocupação. Entretanto, é necessário e alguém tem que fazer, não podemos ficar esperando a volta do ser superior ou mesmo milagre divino. Além disso, ajudar pode ser de várias formas, as vezes pessoas precisam apenas de um carinho, aperto de mão, abraço, beijo, atenção, claro, muitos, milhões, necessitam de ajuda material, afinal vivemos em um sistema altamente injusto.

Não é fácil fazer o bem, não é fácil perceber o outro como irmão e, é mais difícil ainda agir de forma verdadeiramente humana, assim todos nós saímos perdendo. Desta forma, é importante que passemos principalmente para as crianças outras possibilidades de conviver com os outros seres humanos, uma forma totalmente diferente da existente. Continue esta corrente, passe para frente.

31.8.08

Meu mundo

O sol já brilha, o vento toca as folhas delicadamente realizando um movimento de vai e vem que nunca retornam ao mesmo lugar, as crianças brincam no campo, fazendo jogadas que jamais repetirão. Do outro lado o vizinho limpa o quintal dizendo que a pouco matou uma cobra gigante, com uma tijolada, ela já estava entrando na casa.

Neste momento, minha mãe deve está chegando da roça, junto com os cachorros (Pingo, Tica, Fofa e o sem nome) que só fazem brincar, meu pai creio, que tenha terminado de tirar o leite. Volto os olhos em outra direção e na minha frente uma mulher serenamente estende a roupa no varal, em silêncio ouço ao invés de barulho de carros, os pássaros.

Penso agora, nos sorrisos e nos lindos momentos que vivi durante estes dois anos com os “meus alunos” da quinta e sexta séries e os outros do colégio que sempre estavam nas aulas e que tivemos que nos separar. Enquanto isso, o galo lá no fundo canta uma, duas, três vezes, canta sem parar, as formigas na minha frente passeiam livremente pelo chão, carregando seu alimento e a água “corre” molhando as plantas que já produzem seus frutos. Na rua uma mulher grávida passa sorrindo de mãos dadas com seu companheiro.

Tudo está tão tranqüilo, não existe algo estranho? Parece que o mundo está diferente, cadê a correria, a volatilidade dos valores e desejos, o consumismo desenfreado, a violência? Será que acordei em outra sociedade, esta agora mais humana que encontra a beleza nos acontecimentos simples do cotidiano? Ou será que sou eu, com todas as minhas utopias vejo a realidade que gostaria que existisse?

Mas, se cada um ver o mundo de uma forma diferente, então não estou sonhando, este pode ser o meu, semelhante talvez, a tantos outros. Ao ligar a TV ela está agora mostrando o contrário de tudo que narrei, será de quem o olhar sobre a sociedade que ela expõe como sendo o mundo que vivemos?

Será que tudo isso faz sentido? Ou apenas não quero ver a dura realidade que nos desumaniza diariamente? Se for mesmo verdade que tudo é relativo, que ser feliz pode ser fácil, logo transformar os fatos concretos deste mundo injusto descrito por muitos e vivido por milhões também pode ocorrer. Porém, como fazer? “Ficar de braços cruzados não há de ser”, canta a banda Catedral e na revista que li ontem Che dizia que: “Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas”.

Vou continuar no meu mundo, agora tirar algumas goiabas para comer e um coco para sua água tomar. É uma pena, que você não esteja aqui para ficarmos na sombra batendo papo, sem ter que preocupar com as horas e as tarefas que acumulam para serem realizadas.

28.8.08

Resultado (in) esperado?

As olimpíadas chegaram ao fim e o Brasil continua na mesma, tanto no quadro de medalhas quanto nas inúmeras mazelas sociais. Desta vez, não pude está acompanhando plenamente, o trabalho e a ausência de uma TV em casa diminuiu o meu tempo na frente da telinha. Mas, sabe que nem sentir falta. Lembro-me da copa de futebol de 98 quando o Brasil perdeu na final e eu derramei lágrimas, fiquei tão mal que até os vizinhos consolaram, por isso, entendo a reação dos meus alunos perante o “fracasso” do país, contudo, para mim o resultado é indiferente. É verdade, que ali no calor do jogo até envolvo, é algo próprio do ser humano.

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Criaram uma expectativa enorme, especialmente a mídia, após a realização dos jogos pan-americanos do ano passado, alguns chegaram a dizer que finalmente o Brasil havia tornado uma potência esportiva. Afinal, não tinha como esquecer as oito medalhas do nadador Tiago Pereira, a disputa entre o Brasil e Cuba pelo segundo lugar geral da competição, o investimento público que nunca foi tão alto como agora e também o aumento na quantidade de atletas participantes.

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Parecia que tudo conspirava a favor, entretanto, esqueceram ou omitiram um detalhe importantíssimo para um país tornar-se uma potência esportiva. Sabe qual é? Logo, logo direi, mas, antes responda: se tivesse um cargo de presidente de um país rico, mas, desigual, com milhões de pessoas na miséria tentando a sorte em um esporte para sair da vida precária e você querendo que seu país tornasse uma potência esportiva, investiria primeiro em programas e centros de excelência para formação de atletas ou melhoria as condições de vida do seu povo?

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A minha tese é que só seremos uma potência esportiva (se for isso mesmo que queremos) quando o Brasil mudar os péssimos índices de qualidade de vida de sua população, pode até ocorrer exceções, particulamente não conheço, basta olhar o quadro de medalhas para perceber que os primeiros são países que têm os problemas de pobreza, porém, em comparação ao nosso Brasil são “insignificantes”. Vou pegar Cuba como exemplo. Lembram da forma que a emissora golpista narrava a “briga” entre nosso país e o do líder Fidel no quadro de medalhas do Pan, foi por poucas medalhas que ficamos atrás, entretanto, se analisarmos o tamanho da ilha caribenha, o número de habitantes veremos que é vergonhoso a situação do Brasil. E piora, quando compararmos os índices de qualidade de vida (educação, saúde, acesso as atividades esportivas...) com os deles.

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E, só para não passar em branco, o Tiago Pereira e outros atletas do Brasil no Pan foram tão bem porque os EUA, Canadá e Cuba não enviaram seus principais atletas mas, isto a emissora golpista não disse, e cá entre nós, nem poderia, afinal seu ibope e os lucros iriam cair. Só para confirmar isso, alguém lembra qual foi mesmo a melhor colocação deste nadador?

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E, aquele que ganhou ouro e desfilou como o herói do país pela avenida paulista, aonde mesmo ele treina? EUA. É isto? Pois é, tanto o Cielo ouro na natação como a Mauri, ouro no salto, apenas vestem a camisa do país, pois, treinar mesmo aqui, nem pensar. Fizeram o Pan dizendo que o Brasil teria a partir dali estrutura para fazer grandes atletas, esqueceram que estes querem também bons salários. Assim, emerge um outro aspecto interessante para análise. Na minha humilde opinião não existe o amor em competir pelo seu país mas, sim a busca por um melhor retorno financeiro, a luta não é entre países mas, entre atletas e empresas, o esporte é um negócio como qualquer outro. Não existe mais “o importante é competir”, na verdade é necessário ganhar e só vale se for o primeiro lugar, para confirmar isso vejam quantos atletas pediram desculpas ou mesmo choraram depois de uma derrota como se esta, não fizeste parte do próprio esporte.

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Desculpem mas, vou ficar por aqui, vou ver o jogo do tricolor paulista. Torcendo para que haja uma inversão nas prioridades dos governos, é verdade que não queremos apenas comida e água, mas, primeiro é necessário satisfazer as necessidades básicas do povo para consequentemente os outros aspectos e fenômenos criados por nós seja foco das políticas públicas.

28.7.08

Nossos ídolos

Acabei de assistir o programa “por toda a minha vida” que possuia Renato Russo como personagem e a pergunta que veio logo após é: quem são os nossos heróis, especialmente na atualidade? Vendo o Renato, ouvindo suas músicas e suas preocupações com nosso país e com os diversos valores dentre eles o amor, comecei a procurar e perplexo fiquei ao perceber que a geração Coca-Cola vive um período que poderíamos chamar de caos. Afinal, nos tempos dos homens rápidos e vida líquida(BAUMAM) fica difícil consolidar valores e pessoas a serem copiadas, imitadas ou ao menos que influencie a nossa juventude a serem livres e fazerem o bem.
Che, o ícone maior de luta por mudanças, influenciou muitos nas últimas décadas, caso de Renato na música, contudo, parece-me que o conformismo impera geral. Os ídolos de hoje são jogadores de futebol milionários, ou atores, atrizes, modelos com padrões de beleza invejavel para o mundo das aparências que estamos imersos. Cadê o desejo de mudanças? Será que falta ídolos ou será que o capital nos corrompeu?
Por todos os lados só vemos retratos de um país destruído pela ganância. Os ladrões estão soltos, a miséria está em nossas visceras e mesmo assim ficamos calados acomodados por termos um teto, um emprego e dane-se para todos os outros enganados por falsos políticos que profetiza um futuro de conto de fada.
Será que tudo têm que ser assim como está? Migalhas para alguns e bonância para outros? Será mesmo que depois da tempestade vem a luz com a esperança? Mas, tudo está tão escuro, e parece que tudo está repetindo. Os mesmos, nos mesmos lugares, com as ações de sempre que nem o vento muda de direção.
Eu não sei porque estou assim, ninguém está nem aí, mas é um sentimento ruim. Amor o que fazer, porque tudo é tão complicado, seria bem mais fácil simplesmente viver e viver, contudo, não nascemos apenas para crescermos, reproduzimos e morremos, seria muito, muito simples, como uma pedra bruta. Mas, talvez não estaríamos celebrando a estupidez humana, os menos coruptos, a juventude sem escola, todo o nosso egoísmo, ou mesmo comemorarmos o gol da seleção, as festas dos candidatos feitas com nosso suor.
Enquanto a legião dorme a sereia canta e nos envolve com seu canto que maravilha a todos que a cada dia menos e menos estão a questionar. Ainda bem que o homem possui memória, é verdade que as vezes ela falha mas, somente a verdade, e apenas ela, pode nos libertar.
Viva todos aqueles que mesmo escondidos dos olofortes ainda continuam a lutar por um mundo mais justo. Ainda bem que eles existem e mesmo “quando tudo parece que está perdido ainda existe uma saída”. E, ela está dentro de cada um de nós, precisamos descobrir qual é.

26.7.08

Será possível mais 15 dias?

Filme interessante “30 dias” confirma o racismo existente em nossa sociedade e também, como todos podem mudar de concepção. Dois garotos, um branco e um negro, apaixonados por Basquete que após uma briga num jogo devem cumprir a pena em locais opostos de sua cor. Convivendo com pessoas desconhecidas, reconheceram a bobagem que tinham dentro de cada um e como ambos juntos eram mais fortes. Lembrem 30 dias mudaram duas vidas.

Saio da ficção e vou para a realidade e bastaram 15 dias para transformar um adulto em idade cronologica e adolescente na maioria de suas atitudes. Racionalmente atravessou estados, cidades e horas, em meio a coragem e o desejo da felicidade permearam o medo e desconfiança. Nos 15 dias vieram novas pessoas, novos lugares, muitos sentimentos positivos e agora muitas saudades. Do interior a capital, o futuro que não quer se realizar e da capital ao interior o presente difícil de ser transformado.

Do real ao desejável falta atravessar a ponte, imensa e exuberante que possui tantos obstáculos imaginários, reforçados pelas barreiras sociais e consolidados pelas atitudes imaturas e medrosas que ambos necessitam superar e viver plenamente o que Jesus cristo, o grande sonhador”, pregou. Não sei bem mas, felizmente ou infelizmente a vida não é feita apenas de rosas, chocolate ou felicidades, entretanto, é preciso que façamos dos espinhos oportunidades de criar novas possibilidades.

30.6.08

Garantido ou Caprichoso

Qual é o seu? Vermelho ou Azul? Sem dúvida, todos que tiveram a oportunidade de acompanhar pela Band, neste fim de semana, a festa de Parentins ficaram impressionados, com a beleza com evento apresentado. É claro, que o poder do capital está por toda parte, entretanto, o centro era realmente a cultura popular e a natureza. Histórias simples, do cotidiano daquele povo contada com muito luxo e sensibilidade pelos bois Garantido e Caprichoso.

Já havia ficado alegre com as festas de São João transmitidas por algumas emissoras de televisão do nosso país. É verdade, que isso ocorreu com as menores, mesmo assim, fiquei feliz em ver a diversidade cultural sendo mostrado para todo país, fato que fortalece o discurso daqueles que desejam mudanças de conteúdo e ideologias nas programações das televisões.

Nosso país continental, possui uma riqueza natural, folclórica e artística propalada por toda parte, contudo, somos obrigados a ver diariamente os enlatados americano e europeu que em nada contribui para fortalecimento da nossa cultura. E, nem adianta, mandar-me mudar de canal porque todos estão encharcados com os programas estrangeiros ou fazem cópias deles.

Os poucos programas nacionais são idiotizantes e claramente preconceituosos, seja racial, seja sobre a orientação sexual, de classe ou região. Assistam as novelas, os programas de futebol e os jornais lendo nas entrelinhas e isto ficará claro. Prestem atenção como os negros são tratados, aliás, você já viu algum como personagem principal de novela? Com os Gays o tratamento é da mesma forma, inclusive, parecem que eles nem possuem subjetividade. Dois exemplos, que reafirmam a necessidade de mudanças.

Creio que está claro, que a diversidade presente em nosso país não está apresentada nas redes de TV. Só para fechar este simples comentário volto a transmissão do festival de Parentins que juntamente com a beleza do evento estava o desconhecimento da emissora, especialmente dos que participaram da transmissão sobre aquilo que está acontecendo. A confusão de informações confirmou como nem eles conhecem o nosso país. O Brasil é mais que as belezas do Rio de Janeiro e São Paulo. Concorda?

25.6.08

Parabéns a LDU

Ontem assistir o jogo do Fluminense torcendo para LDU. Não tenho nada contra o flu, em outros momentos até gostaria que ele fosse campeão, entretanto, a arrogância, especialmente, do seu treinador não deixou outra escolha. Se têm um aspecto que valorizo, é a humildade e isso eles não tiveram em nenhum momento.

Mas, a derrota também serviu para contrariar as frases profanadas pela mídia e pelas “arquibancadas”, ou seja, “quem espera alcança”, “eu já sabia”, em relação a ser campeão etc. Faltou respeito aos trabalhadores do outro lado do campo e sobraram desculpas depois do jogo, destaque, para a culpabilização do juiz.

É fácil jogar a responsabilidade nos outros pelas nossas derrotas. Dificilmente conseguimos ver os próprios erros e os méritos, neste caso, da equipe adversária. Este caso, confirma os discursos que o esporte como elemento da vida serve predominantemente para reproduzi-la e foi exatamente o que houve.

Um outro elemento para ser discutido é a situação do futebol brasileiro. Desta vez não perdemos para um time argentino e sim para um equatoriano, país sem nenhuma tradição neste esporte. A seleção brasileira está perdendo para todos e pior, perde o jeito próprio de jogar que um dia era temido por todas as outras seleções.

Esta é uma reflexão profunda a ser realizada, o futebol brasileiro está em decadência. A chamada profissionalização do esporte trouxe conseqüências, fato referendado pela “nova” realidade vivida pelo país e o mundo. O ponto central de tudo isso é o mercadorização dele, onde tudo, inclusive os jogadores são mercadorias.

Deixemos esta discussão para outro momento e voltemos ao tricolor carioca, time de tantas tradições e de poucos títulos de expressão. Nos jogos da final o time entrou de “salto alto” mesmo depois de perder no Equador, o time e principalmente o treinador, que ainda não ganhou absolutamente nada, continuaram a provocar a LDU e ontem depois do resultado choraram, contudo, com bolsos e contas recheadas.

A mídia depois de faturar também com a transmissão do evento, jogou também para o juiz a responsabilidade pela derrota do time brasileiro. Talvez o árbitro possa realmente ter errado, algo comum, pois, é humano mas, se o flu tivesse feito o que falaram estariam agora comemorando. O euforismo propalado pela imprensa, destaque para rede golpista globo, foi precipitado e agora depois de serem derrotados apenas citam o acontecimento. Infelizmente nem tive a oportunidade de ver os jogadores equatorianos comemorando.

Bem, vou esperar mais desculpas dos comentaristas esportistas e dos jogadores e membros do fluminense. Como eles não reconhecem, eu digo parabéns ao LDU que veio, fez seu dever sem badalação e ganhou jogando limpo. E para o flu e para todos nós fica os ensinamentos que respeito e humildade não faz mal a ninguém. Além disso, que o ganhar e o perder são elementos do esporte e da vida.

18.6.08

Seleção de estrangeiros

Hoje, fiquei ouvindo os comentários pelo rádio do “canhotinha de ouro” sobre o jogo da seleção “estrangeira” do Brasil. Como todos devem saber a nossa maravilhosa seleção perdeu para a Venezuela. Venezuela? Desculpa, hoje foi para o Paraguai. Paraguai? É isso mesmo, Paraguai. Entretanto, isto segundo ele é o de menos pois, o futebol brasileiro nem mesmo esteve em campo. Interessante ouvir de alguém que está totalmente envolvido com o modelo de esporte hegemônico, que o ganhar ou perder tanto faz uma vez que, o importante mesmo é o como isso acontece. ..
Mas, quem realmente perdeu? Os números do jogo mostraram que o espetáculo obteve lucro de 1 milhão de dólares. Imagine um simples bate bola, duas seleções, vinte e duas pessoas e uma bola gerando tudo isso. Em tempos de mercadorização do esporte pouco importa o placar mas, o quanto se ganha em cada jogo. Há muito tempo que o Brasil não é Brasil e sim um amontoado de jogadores em busca de dinheiro, afinal os jogadores convocados pelos patrocinadores estrangeiros só possuem mesmo o registro de nascimento no país e, da amarelinha só sobrou o saudosismo visto por exemplo na voz do Gerson. ..
A globalização chegou no futebol com toda força e não se consegue identificar o que é jogo de brasileiro e de europeu. Os jogadores são mercadorias que como tais podem valer mais ou menos dependendo do seu desempenho e do marketing que possui. Amor a camisa, raça, vontade, só existem se pagarem bem por cada um destes valores. A paixão não é simplesmente pelo time aliás, estes nem mais existem, agora são empresas com seus patrocinadores. ..
Mas, voltemos ao horrível jogo, aliás, há quanto tempo você não assisti a um jogo todo de futebol? Sinceramente nem lembro e olha que sou um admirador. Temos que confessar que o “nosso” futebol não é tão belo como dantes, mesmo quando reúnem os “estrangeiros” do Brasil, não conseguimos ver um espetáculo digno das estrelas da amarelinha. As desculpas são muitas, os culpados também mas, talvez a reflexão a ser feita é se a frase do Gabriel ainda persiste: “Futebol não se aprende na escola. Por isso Brazuca é bom de bola”. Será que os nossos jogadores são livres para jogarem? O sistema competitivo e financeiro que tornou o esporte pode-se permitir a criatividade, o brincar do garrincha? ..
O jogo tornou tão burocrático e chato que até as desculpas de uma derrota são padronizadas. Vejam as frases do Dunga: “hoje não deu nada certo”, “o time não encaixou seu jogo”, “contra o Brasil os outros times crescem”, “os jogadores estão em período de férias”, “as viagens atrapalham”. Entretanto, ele esqueceu de dizer que tudo isso é algo normal e poderia ser evitável. Contudo, ele é também, mais uma vítima da incompetência dos administradores do futebol brasileiro e claro do modelo esportivo que estamos vivenciando. ..
Se nem a seleção brasileira consegue nos encantar imagine então os nossos clubes de periferia com jogadores renegados pelos europeus e asiáticos. Por isso, prefiro lhe sugerir que saia para jogar um “baba” com os amigos, mesmo que você seja um “perna de pau” do que ficar vendo os horríveis jogos dos nossos times. Além de economizar energia elétrica você poderá divertir muito mais. Aproveite!

16.6.08

A educação agoniza.

O semestre letivo está terminando e a angústia aumenta. A cada dia parece-me que torno mais reacionário. As atitudes já não são mais as mesmas, os sonhos já estão mudando, a esperança em construir um mundo melhor ou quiça uma escola diferente nem mesmo no discurso permanecem. Talvez o Lula esteja correto ao dizer que a medida que envelhecemos os ideiais revolucionários vão se perdendo. Concorda? ..
Como os últimos dias, hoje foi difícil, claro, não se compara aos de Che, Jesus, Ghandi etc, estou bem distante deles mas, o que fazer diante do caos que vivemos? Quando ouvia na faculdade os discursos críticos baseados em Freire, Saviani, Coletivo de Autores, Marcelino etc, achava maravilhoso entretanto, no cotidiano de trabalho percebo que eles apenas seguiam o que Bauman aponta em seu livro “ Modernidade e Ambivalência” ou seja, ordenavam o mundo -como uma das característica da modernidade- contudo, com um olhar de oposição ao modelo hegemônico. Ao imaginar uma realidade eles afastavam da vida real. ..
A realidade vista sob o guarda chuva da ciência, principalmente, nas apresentações estatísticas parece normal precisando de alguns ajustes e nada mais. O discurso cientifico/midiatico, não consegue apreender a dura realidade da maioria das pessoas, exemplo claro é a educação, que já falida, no buraco, agonizando em um leito, com os sinais vitais exaurindo-se e mesmo assim nada é feito de concreto, aliás exalta-se a entrada de mais pessoas no sistema educacional, enquanto outros tantos desistem ou terminam sem mesmo saber escrever o próprio nome ou as operações simples da matemática. ..
Para o Estado o professor é o responsável pela qualidade da educação, se vai mal o problema é dele e não do patrão que superlota salas com 50,60 estudantes sem lugar para sentar e livros para estudar, além disso, sem nenhuma perspectiva quando dali sair. O docente mal remunerado, “mal formado” e também sem perspectiva apenas reproduz e/ou dá “migué”. E desta forma, tudo vai seguindo e os “filosofos percebem estes equivocos mas, nada fazem para mudar”. ..
O que fazer? Esta é a pergunta a ser respondida e sinceramente não sei, fato que me deixa com uma sensação desagrádavel. Talvez seria, realmente, melhor não “enchergar” e simplesmente viver, preocupar mais comigo e menos com os outros. Como não consigo mais pensar desta forma contínuo em busca de resposta e para isso preciso de uma ajuda.

10.6.08

Feliz ano velho

Por acaso, jogado nas caixas de livros da escola, encontro o livro do Marcelo Rubens Paiva “ Feliz ano velho” logo, inicie sua leitura, sem qualquer perspectiva. Ainda não acabei mas, por está sendo deliciosa, emocionante e reflexiva logo irei. Em cada página escrita a sensação de visualizar os seus passos e a cada linha uma nova lição e a torcida por sua recuperação.
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Imagina um ‘burguesinho’ que só queria curtir a vida(mulheres, sexo, drogas e rock etc.) e derepente passa por um “choque” e tudo muda. Como se dormisse em um mundo e acordasse em outro totalmente diferente, tendo de re-aprender a viver, ficando apenas as lembranças, os familiares e os amigos. Mesmo assim, transforma o “deserto em mar” e bem humorado trata aquele momento como um momento(sendo redundante) e vive cada minuto.
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Ao renascer, cada avanço no leito da UTI, constituiu uma conquista enorme. Coisas simples como o ato de caminhar, comer, urinar que para nós passam despercebidas tornam- se metas e conquistas gloriosas para ele. Naqueles momentos, para muitos de tristeza, ele transformou em prazer de viver. As cenas de sua vida são narradas com uma leveza e com traços de felicidade que encanta. Sem contar os momentos difíceis no hospital ou mesmo em casa, que foram transformados conjuntamente aos presentes em lindas histórias.
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Lendo-o veio a memória um amigo, agora espacialmente distante, que passou por cenas semelhantes e felizmente continua construindo sua normatividade e ampliando-a, como diria Canguilhen. Além disso, neste momento triste para mim, com a “perda” de uma pessoa maravilhosa que deixa muitas saudades, o Paiva talvez inconscientemente possibilita a reflexão que alguns dias busco realizar, sobre qual é, mesmo, o sentido da vida.
... Permeando as suas histórias pessoais de curtição e as ocasiões de recuperação existe um senso crítico sobre a realidade, do mundo e do país, impressionante, algo próprio de um adolescente engajado no movimento estudantil e, que teve seus pais presos e torturados pelo regime militar. Acho que já fiz a propaganda, se fosse você sairia desse mundo virtual e começaria a ‘navegar’ nas páginas emocionantes contadas pelo Paiva. Não posso garantir, contudo, vai auxiliá-lo a ver a vida de uma forma diferente e valorizar as pessoas e os momentos vividos, por mais simples que sejam.
... Como diz o Jornal da Tarde: “ Paiva revela seu pique e agarra o leitor, prendendo-o numa leitura capaz de varar a madrugada, e passa a ser cantado pelo público, com expectativas e cobranças de quero mais.”. Boa leitura.

5.6.08

A vida é bela

Ontem o silêncio do meu refúgio foi quebrado por uma doce voz de esperança. A leveza das ações e a felicidade diante das coisas simples deixou-me encatado. Creio que as pessoas mais próximas sabem que sou um apologista da vida no campo ou ainda, da vida que os nomâdes possuem. É fato que todos sofrem e passam por dificuldade mas, estes paradoxalmente estão dentro e fora deste mundo, que desfaz no ar de forma enlouquecidamente e velozmente, as características que nos diferencia dos outros seres vivos.
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Talvez esteja enganado, entretanto, vejo eles como exemplos de pessoas que ainda conseguem apreciar a beleza do “sol nascendo” ou o canto dos passáros. Coisas simples que a fluidez da vida moderna aboliou do nosso cotidiano e, em substituição trouxe falsas preocupações e pseudo-necessidades. Para muitos que vivem a correria da vida mordena( ou pós-moderna), não existe tempo nem para a própria família ou um delicioso bate papo com os amigos. Imagina então, se sobraria um momento para olhar o céu estrelado, para sentir o cheiro da terra molhada ou para ver o vento tocando delicadamente nas folhas das árvores. ....
Em recente visita a uma reserva florestal os estudantes, durante a trilha, foram desafiados a zerar os ruídos e ouvir os sons próprios da natureza, fato que nunca haviam realizado. Atividade que parecia simples, contudo, perante a agitação diária vivenciada por nós, tornou-se complexa. Não poderia ser diferente, afinal, não conseguimos nem mesmo caracterizar os locais que passamos todos os dias, seja indo para o trabalho ou para escola.
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Ao preconizar a vida simples como ideal não há negação dos avanços que a biotenologia conseguiu, apenas questiona-se os excessos, as mensagens subliminares ou as enfâses racionalistas dos discursos atuais. É preciso, uma profunda reflexão na sociedade sobre o tipo de relações sociais/humanas que estamos construindo. A modernidade não cumpriu seus objetivos e nem poderia, é hora então de repensar e elaborar um conjunto de opções para tornar a vida menos dolorosa e mais humana.
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A vida é bela e diferentemente dos gatos nós só temos uma e devemos vivê-la como humanos, respeitando os outros como são, amando-os, ajudando-os. A vida é bela e por ser única precisamos transformar os problemas em oportunidades de aprendizagem e nunca torná-los em obstáculos para a realização dos nossos sonhos. A vida é bela e temos que simplesmente vivê-la, aproveitando cada momento com suas caracteríticas próprias como o último. “A vida é bela” foi o filme que rompeu o silêncio do meu abrigo e, com sua história avessa ao modelo norte-americano fascinou-me.

16.5.08

O controle subjetivo e as prioridades do “nosso” Estado.

Você que saber o que será discutido nos próximos dias nas escolas, nos bares, nas igrejas ou mesmo nas políticas públicas de seu municipio? Simples, assista os programas de televisão. Pare um pouco, observe e logo concordará com que digo. É impressionante mas, somos controlados diariamente pelos ditames dela, seja nos hábitos alimentares, seja nos debates acerca dos temas polêmicos etc.

Faz, exatamente, um mês que todos os jornais e tantos outros programas têm como principal pauta o caso da menina que morreu após ser empurrada pelo pai/madrasta. E, por que não muda a “fita”? Resposta: porque a mídia está faturando em cima dos nossos sentimentos e claro, porque a família é classe alta, pois, se fosse um sem terrinha que tivesse morrido na beira destas estradas ou uma criança em uma das milhares favelas deste país desigual, nem passaria na emissora de menor ibope.

A mídia, especialmente através da TV, massifica prioridades para as pessoas e para o Estado. Exemplo claro disso, é o caso da Dengue no país e particulamente no Estado da Bahia. Ninguém nega o perigo que o mosquito transmissor dela representa para a vida de todos nós mas, o que será que levou o Estado a entrar com tanta vontade para combatê-lo se a Bahia possui um número de casos “insignificantes”? Hum, já encontrou a resposta? Vou dá uma dica. O mosquito “Aedes” não consegue identificar quem é pobre ou rico ele simplesmente pica. Se a dengue fosse uma doença de pobre, você acha que os governos municipais, estaduais teria proposto um grande plano para combatê-la? Dificilmente, as estratégias que realizamos no último dia 30/04/08 e as outras que viram ocorreriam.

Por que não fazem passeata contra a fome, miséria, desemprego etc, fatores que estão diretamente ligado a saúde como coloca a VIII Conferência Nacional de Saúde? Se um destes aspectos atingissem os ricos, sem dúvida teria várias campanhas na mídia e passeatas nas cidades mas, eles(ricos) estão em suas casas com ar condicionado trabalhando e comendo do bom e do melhor não vão preocupar com os sertanejos ou favelados.

Um outro aspecto sobre isso necessário refletirmos é sobre a ação do Estado nas ações de saúde. Em relação a dengue por exemplo, as intervenções são de prioritarias são de conscientização, óbvias que são necessárias mas, o problema é o enfoque que dão como sendo responsabilidade das pessoas, não adquirir a doença. Aí é problemático, porque tiram dele(o Estado) o papel de cuidador e passa a orientador. Combater ações deste tipo é importante pois, não será apenas “virando garrafa” que as pessoas não vão adoecer. É preciso dá condições delas sobreviverem, começando com acesso e condições de permancer nas escolas; emprego para terem renda e cuidar de sua casa; um sistema de saúde que funcione realmente.

No entanto, os governantes preferem fazer mega eventos, do que investir para a melhoria de vida das pessoas. Você pode dizer que as pessoas gostam das festas. Claro, todos precisam de momentos de lazer,contudo, é necessário ter prioridades. E preocupar com os mais humildes com certeza não ocupa lugar de destaque nas ações de governo desta atual civilização. Afinal, quem têm uma vida boa, dita as normas e está no poder não desejam deixar o trono. E, como não há saída vamos continuar nos desumanizando. Correto?

13.4.08

"Saúde é o que interessa e o resto não têm pressa?"

  • Em casa, no trabalho, na escola sempre possui alguém falando sobre saúde. Na maioria das vezes trata-se do que fazer para mantê-la ou melhora-la. Fumar, tomar bebidas alcoólicas, fazer sexo sem camisinha, sedentarismo etc, são hábitos constantemente combatidos. No entanto, pouco discute o que ela seja ou como anda o nosso sistema de saúde.
  • Quem nunca ficou horas numa fila de uma Unidade de saúde? Resposta simples, apenas a minoria da população que possui seus médicos particulares pois, nem aqueles que pagam seus planos de saúde possuem atendimento digno. No entanto, isso é escondido na medida que buscam jogar para cada sujeito a responsabilidade de sozinho cuidar de si. Basta ligar a TV para vermos uma série de informações acerca de comportamentos que devem ou não adotar.
  • A individualização do processo saúde/doença fortalece as indústrias de medicamentos, cosméticos, de alimentos, de exercícios físicos..., além disso, culpa as pessoas pelas doenças que possuem uma vez que, na visão deles só acontecem porque as pessoas não sabem cuidar de si. No entanto, os defensores deste paradigma esquece que nem todos os indivíduos podem escolher, milhões de pessoas ainda vivem das sobras encontradas nas latas do lixo, então, por exemplo, como selecionar o que comer?
  • Para ser saudável não basta não possuir doenças ou ter hábitos tido como positivos é necessário ter condições de moradia, lazer, educação e tantos outros elementos sociais, inclusive um sistema de saúde universal onde os pobres possam ser atendidos da mesma forma que a classe média e os ricos, pois, eles também pagam para o sistema funcionar.
  • Diferentemente do que o personagem da escolhinha do professor Raimundo dizia saúde é o que interessa e 0 resto também têm pressa. Não pode dissociá-la dos outros fatores presentes da vida.

14.3.08

Vamos para ação?

Quanto mais os dias passam, mais indignado vou ficando. Não consigo admitir e suportar tantas injustiças existentes. Não sei realmente o que têm na cabeça daqueles que governam este país (todos). Milhões de pessoas passando fome, sede e eles em salas redigindo belas leis que na prática nunca ocorreram e nem vão acontecer. Se você quiser saber do que estou falando saia de frente do computador e de uma volta em sua cidade, rapidamente encontrará o contraste entre os carros dos ricos e os "carros" dos pobres- carregados das sobras deles.

Agora a pouco estava no centro de Jequié, especificamente na praça Ruy Barbosa e a divisão sócio-econômica era nítida. Estacionando seus carros estavam os adolescentes riquinhos, arrumadinhos e engraxando os sapatos ou limpando os pára-brisas os adolescentes pobres que se humilhavam para ganhar algumas moedas. Uma realidade dura mascarada pelos dados estatísticos e pelos discursos da elite deste país. Por mais consciente que seja não consigo entender como podem preferir pintar postes, arvores ou fazer festas do que criar empregos e da comida ao povo. Até quando as pessoas irão ficar vivendo nesta loucura de vida, explorando seus semelhantes para obter mais coisas materiais que no final irá apodrecer e pouco contribuirá para o bem estar da coletividade.

Sem dúvida, a cada dia fico mais convencido que não será através da política desenvolvida nesta falsa democracia que iremos mudar realmente a realidade do povo sofrido. No máximo que farão é minimizar os problemas, contudo, nunca atingirão as raízes. Diante disso o que fazer? Rezar e esperar um milagre com certeza não é a saída. É necessário um processo de conscientização e trabalho para as transformações ocorrerem. É preciso agir ao invés de ficar apenas proferindo belas palavras. O convite está feito. Vamos para a ação?

18.2.08

Saudades.

Não sei o que está havendo comigo, hoje ao mesmo tempo que tenho tudo, percebo elas tão distantes. Sinto algo diferente, é uma mistura de medo, amor, saudades, ilusão, não sei bem explicar. Só desejo que chegue logo o momento de unir-me a elas, assim será bem melhor. Por que a vida é tão complicada? Ou será que somos nós que criamos motivos para nos preocupar e esquecemos que tudoé passageiro e nossa felicidade está justamente nos pequenos acontecimentos? Acho que aprendi muitas lições na estadia em Brasília. Realmente tudo que vivi é praticamente o que desejo para mim. Sinceramente ainda não consegui entender bem, é estranho e não acreditaria se alguém me contasse. Daria sim um bom filme, o melhor de todos porque é absolutamente real, tudo que vivemos e sentimentos agora que são expressados pelas lágrimas de um menino-homem. Tenham certeza que tenho vocês em todos os momentos, é verdade que são amores diferentes mas, a saudade aumenta a cada minuto que fico longe. Eu sei que se estivessem do meu lado, tudo seria bem mais fácil. Mas, como nada acontece por acaso, talvez tudo isso ocorra para justamente valorizarmos os poucos dias que passamos juntos. Mãezinha e minha Rosa angelical, podem ter certeza que sou muito feliz por saber que fazem parte da minha vida, são muito especiais para mim, não me deixem. Fiquem com Deus minhas estrelas. Estou com saudades.

7.2.08

Férias em Brasília I: o agradecimento

Neste momento despeço da nossa capital, com lagrimas nos olhos, levo todas as belezas que conheci no coração. Você poderia perguntar: o que Brasília tem de especial? Sem dúvida, são imponentes as obras de Niemeyer, impressiona a delicadeza de sua arte. Além disso, poderia responder que seria a efervescência política da cidade. Esta seria uma outra verdade, praticamente tudo que acontece no país passa por lá e pela mão do operário que de analfabeto nada possui.
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Mas, caminhando pela capital descobri que no fundo como as outras cidades a sua diferença está nas pessoas. É isso mesmo. De cara você percebe onde estão os ricos, a classe média e os pobres. Mas, não vou falar destas “Brasilias” neste momento, agora prefiro ficar com as belezas humanas que conheci. Meu Deus lembra princesinha, vocês são lindas, nem imagina o quanto me ensinaram.

As vezes fico questionando qual seria mesmo o sentido da vida? Já fizeram esta questão para vocês leitores? Já encontraram a resposta? Bem, não sei se já a encontrei, mas, depois desta estadia na capital, a conclusão que cheguei com ajuda de vocês (pontinhos molhados correndo na chuva) é que precisamos viver cada momento/segundo da maneira mais intensa possível, porque a qualquer momento isto pode terminar e restarão apenas saudades.

Agora acompanhado e conversando com o “todo poderoso”, sinto saudade dos maravilhosos dias que vivi juntinho de vocês. Sem dúvida, estão eternamente registrados no meu ser. Como o amor não tira férias, ele permanecerá. E da mesma forma continuarei buscando, enquanto não partimos, a felicidade, tesouro, que vocês me deram várias pistas para acha-lo. Talvez o próximo passo para ela esteja na nossa família do futuro, onde as cinderelas decidirão o seu destino e a justiça prevalecerá, sem divisões raciais, sociais e de gênero, não tendo reis, nem rainhas.

Desculpa mas, vou tentar dormir porque a viagem é longa, espero que vocês estejam bem. Obrigado por tudo, desculpe se as decepcionei ou magoei. Amo vocês. Bons sonhos.