20.12.08
Desabafo-17/12/2008
7.12.08
A vida ( em) líquida (ação?)
1.12.08
Qualidade de vida e as políticas de esporte e lazer
27.10.08
A busca pelo desenvolvimento sustentável
26.10.08
Convivendo com as diferenças
7.9.08
Passe para frente
“Mas é difícil pra quem se acostumou com as coisas como elas são. Mesmo que sejam ruins, é difícil mudar. Então as pessoas desistem. Quando isto acontece, todo mundo sai perdendo”( Trevor, personagem do filme “ A corrente do bem”)
Qual é, mesmo, o sentido da vida? Esta é uma pergunta que sempre faço, pois estou sempre em conflito quanto ao que busco, percebo que a sociedade cria necessidades e faz-nos crer que precisamos delas para sermos então reconhecidos e valorizados, contudo, para que ser isso? Não sei se você leitor está entendendo, todavia estou incomodado com a forma que estamos construindo esta sociedade, um egoísmo idiota, um consumismo banal, um desrespeito para com os outros, um “asentimentalismo” patético. Estamos aplaudindo as benevolências que alguns fazem, achamos o máximo quando alguém posui atitudes honestas ou manifesta sentimento de amor ou carinho explicitamente. Se fosse feito pelos animais irracionais realmente seria, mas, dos seres humanos não poderíamos esperar algo diferente.
O dicionário diz que humano é ser: “bondoso, compassivo, caridoso”, entretanto somos mais o oposto disso. Preferimos levantar a cabeça quando alguém está deitado nas ruas, dá comida aos cachorros do que as pessoas que batem em nossa porta, gastar o dinheiro em supérfluos do que ajudar as instituições e as pessoas que nem lápis possuem para estudar. E ainda assim, ficamos indignados com o aumento da violência, com as mortes nas guerras pelo mundo, não percebemos que estamos matando vários todos os momentos quando negamos a nossa própria condição de ser pensante com as atitudes relatadas.
Fiz este preâmbulo para recomendar o filme “A corrente do bem”, tendo uma criança como personagem de uma linda e emocionante história. A meta era fazer o bem a três pessoas que iriam fazer cada uma para mais três e assim iria passando para frente. Tudo isso começa no local apropriado, escola, espaço que pode mesmo contribuir para mudar o mundo, claro ela sozinha não conseguirá. O trabalho era de Estudos Sociais, sétima série, e os estudantes deveriam ter uma idéia para mudar o mundo e coloca-la
Sem os apelos tradicionais dos filmes norte-americanos “A corrente do bem” proporciona boas reflexões sobre a nossa realidade, inclusive com um final para filmes inesperado mas, para os que buscam transformar o cotidiano bastante verídico. Fazer o bem é difícil, especialmente neste momento histórico que estamos cada vez mais isolados em nossos “mundinhos”, desconfiado de tudo e todos, qualquer contato já é visto com preocupação. Entretanto, é necessário e alguém tem que fazer, não podemos ficar esperando a volta do ser superior ou mesmo milagre divino. Além disso, ajudar pode ser de várias formas, as vezes pessoas precisam apenas de um carinho, aperto de mão, abraço, beijo, atenção, claro, muitos, milhões, necessitam de ajuda material, afinal vivemos em um sistema altamente injusto.
Não é fácil fazer o bem, não é fácil perceber o outro como irmão e, é mais difícil ainda agir de forma verdadeiramente humana, assim todos nós saímos perdendo. Desta forma, é importante que passemos principalmente para as crianças outras possibilidades de conviver com os outros seres humanos, uma forma totalmente diferente da existente. Continue esta corrente, passe para frente.31.8.08
Meu mundo
O sol já brilha, o vento toca as folhas delicadamente realizando um movimento de vai e vem que nunca retornam ao mesmo lugar, as crianças brincam no campo, fazendo jogadas que jamais repetirão. Do outro lado o vizinho limpa o quintal dizendo que a pouco matou uma cobra gigante, com uma tijolada, ela já estava entrando na casa.
Neste momento, minha mãe deve está chegando da roça, junto com os cachorros (Pingo, Tica, Fofa e o sem nome) que só fazem brincar, meu pai creio, que tenha terminado de tirar o leite. Volto os olhos em outra direção e na minha frente uma mulher serenamente estende a roupa no varal, em silêncio ouço ao invés de barulho de carros, os pássaros.
Penso agora, nos sorrisos e nos lindos momentos que vivi durante estes dois anos com os “meus alunos” da quinta e sexta séries e os outros do colégio que sempre estavam nas aulas e que tivemos que nos separar. Enquanto isso, o galo lá no fundo canta uma, duas, três vezes, canta sem parar, as formigas na minha frente passeiam livremente pelo chão, carregando seu alimento e a água “corre” molhando as plantas que já produzem seus frutos. Na rua uma mulher grávida passa sorrindo de mãos dadas com seu companheiro.
Tudo está tão tranqüilo, não existe algo estranho? Parece que o mundo está diferente, cadê a correria, a volatilidade dos valores e desejos, o consumismo desenfreado, a violência? Será que acordei em outra sociedade, esta agora mais humana que encontra a beleza nos acontecimentos simples do cotidiano? Ou será que sou eu, com todas as minhas utopias vejo a realidade que gostaria que existisse?
Mas, se cada um ver o mundo de uma forma diferente, então não estou sonhando, este pode ser o meu, semelhante talvez, a tantos outros. Ao ligar a TV ela está agora mostrando o contrário de tudo que narrei, será de quem o olhar sobre a sociedade que ela expõe como sendo o mundo que vivemos?
Será que tudo isso faz sentido? Ou apenas não quero ver a dura realidade que nos desumaniza diariamente? Se for mesmo verdade que tudo é relativo, que ser feliz pode ser fácil, logo transformar os fatos concretos deste mundo injusto descrito por muitos e vivido por milhões também pode ocorrer. Porém, como fazer? “Ficar de braços cruzados não há de ser”, canta a banda Catedral e na revista que li ontem Che dizia que: “Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas”.
Vou continuar no meu mundo, agora tirar algumas goiabas para comer e um coco para sua água tomar. É uma pena, que você não esteja aqui para ficarmos na sombra batendo papo, sem ter que preocupar com as horas e as tarefas que acumulam para serem realizadas.
28.8.08
Resultado (in) esperado?
As olimpíadas chegaram ao fim e o Brasil continua na mesma, tanto no quadro de medalhas quanto nas inúmeras mazelas sociais. Desta vez, não pude está acompanhando plenamente, o trabalho e a ausência de uma TV em casa diminuiu o meu tempo na frente da telinha. Mas, sabe que nem sentir falta. Lembro-me da copa de futebol de 98 quando o Brasil perdeu na final e eu derramei lágrimas, fiquei tão mal que até os vizinhos consolaram, por isso, entendo a reação dos meus alunos perante o “fracasso” do país, contudo, para mim o resultado é indiferente. É verdade, que ali no calor do jogo até envolvo, é algo próprio do ser humano.
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Criaram uma expectativa enorme, especialmente a mídia, após a realização dos jogos pan-americanos do ano passado, alguns chegaram a dizer que finalmente o Brasil havia tornado uma potência esportiva. Afinal, não tinha como esquecer as oito medalhas do nadador Tiago Pereira, a disputa entre o Brasil e Cuba pelo segundo lugar geral da competição, o investimento público que nunca foi tão alto como agora e também o aumento na quantidade de atletas participantes.
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Parecia que tudo conspirava a favor, entretanto, esqueceram ou omitiram um detalhe importantíssimo para um país tornar-se uma potência esportiva. Sabe qual é? Logo, logo direi, mas, antes responda: se tivesse um cargo de presidente de um país rico, mas, desigual, com milhões de pessoas na miséria tentando a sorte em um esporte para sair da vida precária e você querendo que seu país tornasse uma potência esportiva, investiria primeiro em programas e centros de excelência para formação de atletas ou melhoria as condições de vida do seu povo?
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A minha tese é que só seremos uma potência esportiva (se for isso mesmo que queremos) quando o Brasil mudar os péssimos índices de qualidade de vida de sua população, pode até ocorrer exceções, particulamente não conheço, basta olhar o quadro de medalhas para perceber que os primeiros são países que têm os problemas de pobreza, porém, em comparação ao nosso Brasil são “insignificantes”. Vou pegar Cuba como exemplo. Lembram da forma que a emissora golpista narrava a “briga” entre nosso país e o do líder Fidel no quadro de medalhas do Pan, foi por poucas medalhas que ficamos atrás, entretanto, se analisarmos o tamanho da ilha caribenha, o número de habitantes veremos que é vergonhoso a situação do Brasil. E piora, quando compararmos os índices de qualidade de vida (educação, saúde, acesso as atividades esportivas...) com os deles.
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E, só para não passar em branco, o Tiago Pereira e outros atletas do Brasil no Pan foram tão bem porque os EUA, Canadá e Cuba não enviaram seus principais atletas mas, isto a emissora golpista não disse, e cá entre nós, nem poderia, afinal seu ibope e os lucros iriam cair. Só para confirmar isso, alguém lembra qual foi mesmo a melhor colocação deste nadador?
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E, aquele que ganhou ouro e desfilou como o herói do país pela avenida paulista, aonde mesmo ele treina? EUA. É isto? Pois é, tanto o Cielo ouro na natação como a Mauri, ouro no salto, apenas vestem a camisa do país, pois, treinar mesmo aqui, nem pensar. Fizeram o Pan dizendo que o Brasil teria a partir dali estrutura para fazer grandes atletas, esqueceram que estes querem também bons salários. Assim, emerge um outro aspecto interessante para análise. Na minha humilde opinião não existe o amor em competir pelo seu país mas, sim a busca por um melhor retorno financeiro, a luta não é entre países mas, entre atletas e empresas, o esporte é um negócio como qualquer outro. Não existe mais “o importante é competir”, na verdade é necessário ganhar e só vale se for o primeiro lugar, para confirmar isso vejam quantos atletas pediram desculpas ou mesmo choraram depois de uma derrota como se esta, não fizeste parte do próprio esporte.
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Desculpem mas, vou ficar por aqui, vou ver o jogo do tricolor paulista. Torcendo para que haja uma inversão nas prioridades dos governos, é verdade que não queremos apenas comida e água, mas, primeiro é necessário satisfazer as necessidades básicas do povo para consequentemente os outros aspectos e fenômenos criados por nós seja foco das políticas públicas.
28.7.08
Nossos ídolos
26.7.08
Será possível mais 15 dias?
Filme interessante “30 dias” confirma o racismo existente em nossa sociedade e também, como todos podem mudar de concepção. Dois garotos, um branco e um negro, apaixonados por Basquete que após uma briga num jogo devem cumprir a pena em locais opostos de sua cor. Convivendo com pessoas desconhecidas, reconheceram a bobagem que tinham dentro de cada um e como ambos juntos eram mais fortes. Lembrem 30 dias mudaram duas vidas.
Saio da ficção e vou para a realidade e bastaram 15 dias para transformar um adulto em idade cronologica e adolescente na maioria de suas atitudes. Racionalmente atravessou estados, cidades e horas, em meio a coragem e o desejo da felicidade permearam o medo e desconfiança. Nos 15 dias vieram novas pessoas, novos lugares, muitos sentimentos positivos e agora muitas saudades. Do interior a capital, o futuro que não quer se realizar e da capital ao interior o presente difícil de ser transformado.
Do real ao desejável falta atravessar a ponte, imensa e exuberante que possui tantos obstáculos imaginários, reforçados pelas barreiras sociais e consolidados pelas atitudes imaturas e medrosas que ambos necessitam superar e viver plenamente o que Jesus cristo, o grande sonhador”, pregou. Não sei bem mas, felizmente ou infelizmente a vida não é feita apenas de rosas, chocolate ou felicidades, entretanto, é preciso que façamos dos espinhos oportunidades de criar novas possibilidades.
30.6.08
Garantido ou Caprichoso
Qual é o seu? Vermelho ou Azul? Sem dúvida, todos que tiveram a oportunidade de acompanhar pela Band, neste fim de semana, a festa de Parentins ficaram impressionados, com a beleza com evento apresentado. É claro, que o poder do capital está por toda parte, entretanto, o centro era realmente a cultura popular e a natureza. Histórias simples, do cotidiano daquele povo contada com muito luxo e sensibilidade pelos bois Garantido e Caprichoso.
Já havia ficado alegre com as festas de São João transmitidas por algumas emissoras de televisão do nosso país. É verdade, que isso ocorreu com as menores, mesmo assim, fiquei feliz em ver a diversidade cultural sendo mostrado para todo país, fato que fortalece o discurso daqueles que desejam mudanças de conteúdo e ideologias nas programações das televisões.
Nosso país continental, possui uma riqueza natural, folclórica e artística propalada por toda parte, contudo, somos obrigados a ver diariamente os enlatados americano e europeu que em nada contribui para fortalecimento da nossa cultura. E, nem adianta, mandar-me mudar de canal porque todos estão encharcados com os programas estrangeiros ou fazem cópias deles.
Os poucos programas nacionais são idiotizantes e claramente preconceituosos, seja racial, seja sobre a orientação sexual, de classe ou região. Assistam as novelas, os programas de futebol e os jornais lendo nas entrelinhas e isto ficará claro. Prestem atenção como os negros são tratados, aliás, você já viu algum como personagem principal de novela? Com os Gays o tratamento é da mesma forma, inclusive, parecem que eles nem possuem subjetividade. Dois exemplos, que reafirmam a necessidade de mudanças.
Creio que está claro, que a diversidade presente em nosso país não está apresentada nas redes de TV. Só para fechar este simples comentário volto a transmissão do festival de Parentins que juntamente com a beleza do evento estava o desconhecimento da emissora, especialmente dos que participaram da transmissão sobre aquilo que está acontecendo. A confusão de informações confirmou como nem eles conhecem o nosso país. O Brasil é mais que as belezas do Rio de Janeiro e São Paulo. Concorda?
25.6.08
Parabéns a LDU
Ontem assistir o jogo do Fluminense torcendo para LDU. Não tenho nada contra o flu, em outros momentos até gostaria que ele fosse campeão, entretanto, a arrogância, especialmente, do seu treinador não deixou outra escolha. Se têm um aspecto que valorizo, é a humildade e isso eles não tiveram em nenhum momento.
Mas, a derrota também serviu para contrariar as frases profanadas pela mídia e pelas “arquibancadas”, ou seja, “quem espera alcança”, “eu já sabia”, em relação a ser campeão etc. Faltou respeito aos trabalhadores do outro lado do campo e sobraram desculpas depois do jogo, destaque, para a culpabilização do juiz.
É fácil jogar a responsabilidade nos outros pelas nossas derrotas. Dificilmente conseguimos ver os próprios erros e os méritos, neste caso, da equipe adversária. Este caso, confirma os discursos que o esporte como elemento da vida serve predominantemente para reproduzi-la e foi exatamente o que houve.
Um outro elemento para ser discutido é a situação do futebol brasileiro. Desta vez não perdemos para um time argentino e sim para um equatoriano, país sem nenhuma tradição neste esporte. A seleção brasileira está perdendo para todos e pior, perde o jeito próprio de jogar que um dia era temido por todas as outras seleções.
Esta é uma reflexão profunda a ser realizada, o futebol brasileiro está
Deixemos esta discussão para outro momento e voltemos ao tricolor carioca, time de tantas tradições e de poucos títulos de expressão. Nos jogos da final o time entrou de “salto alto” mesmo depois de perder no Equador, o time e principalmente o treinador, que ainda não ganhou absolutamente nada, continuaram a provocar a LDU e ontem depois do resultado choraram, contudo, com bolsos e contas recheadas.
A mídia depois de faturar também com a transmissão do evento, jogou também para o juiz a responsabilidade pela derrota do time brasileiro. Talvez o árbitro possa realmente ter errado, algo comum, pois, é humano mas, se o flu tivesse feito o que falaram estariam agora comemorando. O euforismo propalado pela imprensa, destaque para rede golpista globo, foi precipitado e agora depois de serem derrotados apenas citam o acontecimento. Infelizmente nem tive a oportunidade de ver os jogadores equatorianos comemorando.
18.6.08
Seleção de estrangeiros
16.6.08
A educação agoniza.
10.6.08
Feliz ano velho
5.6.08
A vida é bela
16.5.08
O controle subjetivo e as prioridades do “nosso” Estado.
Você que saber o que será discutido nos próximos dias nas escolas, nos bares, nas igrejas ou mesmo nas políticas públicas de seu municipio? Simples, assista os programas de televisão. Pare um pouco, observe e logo concordará com que digo. É impressionante mas, somos controlados diariamente pelos ditames dela, seja nos hábitos alimentares, seja nos debates acerca dos temas polêmicos etc.
Faz, exatamente, um mês que todos os jornais e tantos outros programas têm como principal pauta o caso da menina que morreu após ser empurrada pelo pai/madrasta. E, por que não muda a “fita”? Resposta: porque a mídia está faturando em cima dos nossos sentimentos e claro, porque a família é classe alta, pois, se fosse um sem terrinha que tivesse morrido na beira destas estradas ou uma criança em uma das milhares favelas deste país desigual, nem passaria na emissora de menor ibope.
A mídia, especialmente através da TV, massifica prioridades para as pessoas e para o Estado. Exemplo claro disso, é o caso da Dengue no país e particulamente no Estado da Bahia. Ninguém nega o perigo que o mosquito transmissor dela representa para a vida de todos nós mas, o que será que levou o Estado a entrar com tanta vontade para combatê-lo se a Bahia possui um número de casos “insignificantes”? Hum, já encontrou a resposta? Vou dá uma dica. O mosquito “Aedes” não consegue identificar quem é pobre ou rico ele simplesmente pica. Se a dengue fosse uma doença de pobre, você acha que os governos municipais, estaduais teria proposto um grande plano para combatê-la? Dificilmente, as estratégias que realizamos no último dia 30/04/08 e as outras que viram ocorreriam.
Por que não fazem passeata contra a fome, miséria, desemprego etc, fatores que estão diretamente ligado a saúde como coloca a VIII Conferência Nacional de Saúde? Se um destes aspectos atingissem os ricos, sem dúvida teria várias campanhas na mídia e passeatas nas cidades mas, eles(ricos) estão em suas casas com ar condicionado trabalhando e comendo do bom e do melhor não vão preocupar com os sertanejos ou favelados.
Um outro aspecto sobre isso necessário refletirmos é sobre a ação do Estado nas ações de saúde. Em relação a dengue por exemplo, as intervenções são de prioritarias são de conscientização, óbvias que são necessárias mas, o problema é o enfoque que dão como sendo responsabilidade das pessoas, não adquirir a doença. Aí é problemático, porque tiram dele(o Estado) o papel de cuidador e passa a orientador. Combater ações deste tipo é importante pois, não será apenas “virando garrafa” que as pessoas não vão adoecer. É preciso dá condições delas sobreviverem, começando com acesso e condições de permancer nas escolas; emprego para terem renda e cuidar de sua casa; um sistema de saúde que funcione realmente.
No entanto, os governantes preferem fazer mega eventos, do que investir para a melhoria de vida das pessoas. Você pode dizer que as pessoas gostam das festas. Claro, todos precisam de momentos de lazer,contudo, é necessário ter prioridades. E preocupar com os mais humildes com certeza não ocupa lugar de destaque nas ações de governo desta atual civilização. Afinal, quem têm uma vida boa, dita as normas e está no poder não desejam deixar o trono. E, como não há saída vamos continuar nos desumanizando. Correto?
13.4.08
"Saúde é o que interessa e o resto não têm pressa?"
- Em casa, no trabalho, na escola sempre possui alguém falando sobre saúde. Na maioria das vezes trata-se do que fazer para mantê-la ou melhora-la. Fumar, tomar bebidas alcoólicas, fazer sexo sem camisinha, sedentarismo etc, são hábitos constantemente combatidos. No entanto, pouco discute o que ela seja ou como anda o nosso sistema de saúde.
- Quem nunca ficou horas numa fila de uma Unidade de saúde? Resposta simples, apenas a minoria da população que possui seus médicos particulares pois, nem aqueles que pagam seus planos de saúde possuem atendimento digno. No entanto, isso é escondido na medida que buscam jogar para cada sujeito a responsabilidade de sozinho cuidar de si. Basta ligar a TV para vermos uma série de informações acerca de comportamentos que devem ou não adotar.
- A individualização do processo saúde/doença fortalece as indústrias de medicamentos, cosméticos, de alimentos, de exercícios físicos..., além disso, culpa as pessoas pelas doenças que possuem uma vez que, na visão deles só acontecem porque as pessoas não sabem cuidar de si. No entanto, os defensores deste paradigma esquece que nem todos os indivíduos podem escolher, milhões de pessoas ainda vivem das sobras encontradas nas latas do lixo, então, por exemplo, como selecionar o que comer?
- Para ser saudável não basta não possuir doenças ou ter hábitos tido como positivos é necessário ter condições de moradia, lazer, educação e tantos outros elementos sociais, inclusive um sistema de saúde universal onde os pobres possam ser atendidos da mesma forma que a classe média e os ricos, pois, eles também pagam para o sistema funcionar.
- Diferentemente do que o personagem da escolhinha do professor Raimundo dizia saúde é o que interessa e 0 resto também têm pressa. Não pode dissociá-la dos outros fatores presentes da vida.
14.3.08
Vamos para ação?
Quanto mais os dias passam, mais indignado vou ficando. Não consigo admitir e suportar tantas injustiças existentes. Não sei realmente o que têm na cabeça daqueles que governam este país (todos). Milhões de pessoas passando fome, sede e eles em salas redigindo belas leis que na prática nunca ocorreram e nem vão acontecer. Se você quiser saber do que estou falando saia de frente do computador e de uma volta em sua cidade, rapidamente encontrará o contraste entre os carros dos ricos e os "carros" dos pobres- carregados das sobras deles.
Agora a pouco estava no centro de Jequié, especificamente na praça Ruy Barbosa e a divisão sócio-econômica era nítida. Estacionando seus carros estavam os adolescentes riquinhos, arrumadinhos e engraxando os sapatos ou limpando os pára-brisas os adolescentes pobres que se humilhavam para ganhar algumas moedas. Uma realidade dura mascarada pelos dados estatísticos e pelos discursos da elite deste país. Por mais consciente que seja não consigo entender como podem preferir pintar postes, arvores ou fazer festas do que criar empregos e da comida ao povo. Até quando as pessoas irão ficar vivendo nesta loucura de vida, explorando seus semelhantes para obter mais coisas materiais que no final irá apodrecer e pouco contribuirá para o bem estar da coletividade.
Sem dúvida, a cada dia fico mais convencido que não será através da política desenvolvida nesta falsa democracia que iremos mudar realmente a realidade do povo sofrido. No máximo que farão é minimizar os problemas, contudo, nunca atingirão as raízes. Diante disso o que fazer? Rezar e esperar um milagre com certeza não é a saída. É necessário um processo de conscientização e trabalho para as transformações ocorrerem. É preciso agir ao invés de ficar apenas proferindo belas palavras. O convite está feito. Vamos para a ação?
18.2.08
Saudades.
7.2.08
Férias em Brasília I: o agradecimento
As vezes fico questionando qual seria mesmo o sentido da vida? Já fizeram esta questão para vocês leitores? Já encontraram a resposta? Bem, não sei se já a encontrei, mas, depois desta estadia na capital, a conclusão que cheguei com ajuda de vocês (pontinhos molhados correndo na chuva) é que precisamos viver cada momento/segundo da maneira mais intensa possível, porque a qualquer momento isto pode terminar e restarão apenas saudades.
Agora acompanhado e conversando com o “todo poderoso”, sinto saudade dos maravilhosos dias que vivi juntinho de vocês. Sem dúvida, estão eternamente registrados no meu ser. Como o amor não tira férias, ele permanecerá. E da mesma forma continuarei buscando, enquanto não partimos, a felicidade, tesouro, que vocês me deram várias pistas para acha-lo. Talvez o próximo passo para ela esteja na nossa família do futuro, onde as cinderelas decidirão o seu destino e a justiça prevalecerá, sem divisões raciais, sociais e de gênero, não tendo reis, nem rainhas.
Desculpa mas, vou tentar dormir porque a viagem é longa, espero que vocês estejam bem. Obrigado por tudo, desculpe se as decepcionei ou magoei. Amo vocês. Bons sonhos.
