29.3.07
Che: 40 anos.
23.3.07
Onde está o amor?
Amanhã é domingo e centenas de pessoas aqui em Jequié e em todo o país vão dirigir para as igrejas e lá vão ficar algumas horas pedindo, agradecendo a ele por graças alcançadas ou simplesmente por estarem vivos. Quando entram nestes templos religiosos, parecem que estão em outro mundo todos são tratados como iguais, irmãos, mas quando saem "esquecem" das palavras lindas de Jesus e vêem o outro como insignificante, esquecendo que todos independentes de raça, gênero, condições financeiras são também como eles filhos do Deus que dizem acreditar.
É preciso percebermos que somos imperfeitos e cada sujeito possui um jeitinho de ser, valores próprios, gostos, desejos diferentes e portanto cada individuo é de suma importância para o nosso crescimento enquanto sujeitos sociais. Sabe-se que todos precisam de ajuda, mas muitos necessitam especialmente de melhorias, urgente, nas condições de sobrevivência. Não tem como ser cristão verdadeiramente e ao mesmo tempo ser insensível diante da dor e sofrimento dos outros. E não basta apenas dá um prato de comida ou uma moeda, isso não muda a vida de ninguém é necessário conscientizarmos que é preciso dividir o que se tem, transformando de forma radical o modelo social vigente.
Para finalizar digo que fico indignado quando vejo muitas pessoas dizendo que acreditam fielmente em Deus, mas que não conseguem seguir o mandamento "básico": "amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". O amor que muitos dizem ter está apenas em palavras ficando distante das ações. Será que são cristãos apenas em suas orações? "Onde está o Amor"? Eu acredito que o amor a Deus tem que ser expresso tratando o outro ser humano como irmão, ajudando-o e não explorando e depois pedindo perdão.
“Pessoas matando, pessoas morrendo. Crianças machucadas. Você pode ouvi-las chorando. Você consegue colocar em prática o que você reza?”(Justin Timberlake).
21.3.07
Ousar lutar, ousar vencer
É inacreditável que ainda encontremos milhões de pessoas sem ter o que comer, sem uma casa, sem um emprego, ou seja, não possuíndo condições mínimas de viver. É triste ver indivíduos diariamente pedindo uma moeda ou um prato de comida. Por que tanta insensibilidade dos humanos se tudo no final fica para as traças? Enquanto uma minoria está preocupada com os cachorros, ou cabelo, gastando dinheiro em coisas supérfluas, outras tantas tem que comer os restos sobrados das feiras livres como visto na cidade de Jequié/BA. E o Estado o que faz? Na verdade o Estado liberal ou neo-liberal que constitui a essência desta democracia burguesa diz ser caracterizado pela igualdade. Mas, não concordo, pobres e ricos são tratados de forma diferente.
Sabe-se que somente o povo unido irá conseguir superar o caos social existente na sociedade, não será governos de direita, centro e esquerda que fará. Portanto, é importante que aqueles que desejam a superação deste regime social, sejam corajosos para travar os debates e os combates, desafiando as dificuldades e ocupando os espaços. É uma insanidade acreditar e depositar esperanças de transformações na “sensatez” ou boa vontade de líderes do Estado burguês, isso é ilusão, eles não podem, não querem e não farão as transformações sociais, somente à população unida conseguirá. É preciso que ousemos sempre a lutar e a vencer.
20.3.07
Qual é a música?
Desde o período primitivo que os seres humanos fazem música, mostrando suas dores, alegrias e os acontecimentos marcantes. No Brasil, pela diversidade existente, cada região possui ritmos próprios, marcos específicos. No entanto, com o surgimento da indústria cultural inicia-se por parte da elite uma tentativa de padronização musical, buscam criar estilo único, facilitando e aumentando seus lucros com a venda desta manifestação artística. Basta sintonizar nas programações seja de rádio, TVs para percebermos que são sempre os mesmos cantores ou estilo musical presente na grade das programações. Têm emissoras que repetem várias vezes durante o dia a mesma música, construindo um padrão de qualidade desconfiável.
"Entra ano, sai ano, cada vez fica mais dificil o pão, o arroz, o feijão, o aluguel. Uma nova corrida do ouro o homem comprando da sociedade o seu papel. Quando mais alto o cargo maior o rombo. Eu dando milho aos pombos no frio desse chão" (Geraldo Azevedo).
9.3.07
De qual lado?
7.3.07
Quem é ela? Quem é ela?
Educação: qual o problema?
Sou um privilegiado, concordo não recebo bem, mas desde o último ano tenho tido oportunidades maravilhosas e podendo desenvolver um trabalho gratificante. Acabei de chegar da escola foram duas aulas seguidas na quinta série com estudantes lindos, sorridentes, questionadores, espertos como todas as crianças que possuem oportunidades. Tudo que planejei aconteceu e ainda tive que ir além pois são muito curiosos e gostam de estudar- o que nem sempre é prazeroso. Mas, porque nem sempre isso acontece nas escolas deste país? A escola que acabo de chegar é particular e a quinta série que referir possui nove alunos o que significa ser quatro a cinco vezes a menos o número de estudantes encontrados em salas nos outros estabelecimentos de ensino, esta é a principal diferença existente. A resposta não é porque a escola é particular, mas porque nela existe a possibilidade do professor dialogar e conhecer cada estudante, percebendo suas características e as potencialidades a serem desenvolvidas.
É fato que o sistema educacional brasileiro está necessitando de reformas ou melhor de uma revolução, o que eu duvido que o atual governo faça. É impossível, por mais vontade que o professor tenha, que os estudantes consigam resultados qualitativos e quantitativos no que diz respeito a aprendizagem. Então o que fazer? Baixar a cabeça e continuar deixando da forma que está? Acho que não, pois parece que acostumamos a ficar simplesmente reclamando e naturalizando os fatos problemáticos, não que a crítica deva deixar de ser realizada, mas que juntamente com ela possa ser desenvolvidas ações no sentido de mudança para melhor do quadro encontrado. Pois, entendo que poucos são realmente os professores que vão trabalhar na escola por não possuírem outra opção, da mesma forma que as crianças não são culpadas pelo estado que encontra a educação institucionalizada, eles só querem estudar.
Depois de tudo isso vem novamente a pergunta o que fazer? A resposta é difícil, mas que tal começar pela organização da classe ou estimular a reflexão dos estudantes sobre isso. Não existe mágica e o máximo que iremos conseguir é construir os alicerces para uma educação de qualidade.5.3.07
Comunista?
Não sei por que, mas hoje me veio lembrança de um dos muitos debates que travei no tempo de estudante de Educação Física na UESB. Diante de uma questão que “rodava” na mesa um colega em sua resposta disse ser comunista, ”eu sou comunista”, naquele momento eu fiquei estarrecido, e pensei, será que esse cara sabe o que está dizendo, mas não intervir, pois ficou claro para todos que estava cometendo uma infâmia com os grandes comunistas.
Quando nos propomos a discutir projeto de sociedade vejo que existe três posições. Uns que odeia as idéias marxistas, por estarem satisfeitos com status quo. O segundo são os marxistas convictos, ferrenhos defensores do regime socialista; e por fim aqueles do "oba,oba" que vão de acordo aponta a bússola do grupo que ele está no momento. Vejo que a maior parte da população se encontra neste terceiro, necessitando de uma mudança de direção e é claro que a bússola deverá apontar para a superação do atual regime, pois como coloca Mao Tsé Tung o "sistema socialista acabará por substituir o sistema capitalista; essa é uma lei objetiva, independente da vontade do homem" diz ele no "livro vermelho".
2.3.07
Ser diferente é normal? Ou normal é ser diferente?
ola de samba Império Serrano cantou neste último carnaval o viva a diferença, pena que acabou caindo para a segunda divisão, talvez por ela ter sido muito normal. Mas deixou a reflexão no ar, o que é mais importante. Não tenho duvida que ser diferente é normal, em todos os momentos por mais camuflado que seja temos algo de diferente das outras pessoas, seja um simples olhar, um jeito de caminhar ou até mesmo preconceitos. Como professor sei que cada estudante tem seu jeito especial de ser, suas manias, seus preconceitos, normal. No entanto, tenho que relatar que fui surpreendido,não esperava. Foi o primeiro dia de aula, quinta série, crianças super ativas, lindas, depois da atividade de aproximação noto que um dos estudantes até aquele momento não havia se manifestado, tímido(pensei eu) mas continuei conversando ele copiava a máteria que estava no quadro deixada pelo professor anterior. Percebo e pergunto seu nome e não tenho resposta. Novamente questiono, aí vem a resposta de um colega, "professor ele não te escuta, ele é surdo". Eu que sempre defendir que estudantes com necessidades especiais estudassem na rede regular, agora tinha a obrigação de contribuir para a sua formação e daqueles que estão próximos. É fato que no momento fiquei perdido, mas como diz a letra do samba " Eu quero ver o amor florescer ser diferente é normal", ou seria normal é ser diferente.