26.10.08
Convivendo com as diferenças
O ser humano precisa dos demais para satisfazer suas necessidades sociais contudo, conviver com as singularidades de cada individuo está tornando cada vez mais dífícil no atual estágio da sociedade pois, dentre suas características, valoriza sobretudo, o individualismo, a competição e o consumismo. A indústria e o mercado a todo momento, busca consolidar a tese de que somos apenas consumidores e não mais seres pensantes assim, tentam homogeneizar os costumes, comportamentos e desejos.
Os grupos sociais ( idosos, portadores de necessidades especiais, crianças, negros, índios, GLTB e mulheres) ao mesmo tempo que estão conseguindo conquistar seus direitos, ainda sofrem com a intolerância por parte da sociedade. A violência é uma das consequências mais visíveis da dificuldade de convivência com as diferenças que os homens possuem na modernidade.
Vive-se com medo e desconfiança, justamente pela falta de justiça social e respeito as diferenças. Sobre isso é importante dizer que cada pessoa é única, apesar de ser constituída dos mesmos componentes biológicos, sua formação cultural e a história de vida lhe molda com características própria e assim, reage de forma diferente as situações do dia-a-dia. Além do mais, os indivíduos estão expostos a condições sociais, econômicas, ambientais e culturais diversas, aspectos que colaboram para o fortalecimento desta heterogeneidade.
Cada sujeito possui gosto, comportamento, sonhos e momentos singulares. Além disso, pensam, sentem, agem de forma única, possuem limitações e potencialidades diferentes, trabalham, lutam e morrem por causas particulares ou coletivas. Respeitar cada um do seu jeito de ser, sem querer transformá-los naquilo que gostaria que fosse, parece ser um passo fundamental para superar a enorme dificuldade que os seres humanos possuem de conviver com as diferenças.
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