5.6.08
A vida é bela
Ontem o silêncio do meu refúgio foi quebrado por uma doce voz de esperança. A leveza das ações e a felicidade diante das coisas simples deixou-me encatado. Creio que as pessoas mais próximas sabem que sou um apologista da vida no campo ou ainda, da vida que os nomâdes possuem. É fato que todos sofrem e passam por dificuldade mas, estes paradoxalmente estão dentro e fora deste mundo, que desfaz no ar de forma enlouquecidamente e velozmente, as características que nos diferencia dos outros seres vivos.
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Talvez esteja enganado, entretanto, vejo eles como exemplos de pessoas que ainda conseguem apreciar a beleza do “sol nascendo” ou o canto dos passáros. Coisas simples que a fluidez da vida moderna aboliou do nosso cotidiano e, em substituição trouxe falsas preocupações e pseudo-necessidades. Para muitos que vivem a correria da vida mordena( ou pós-moderna), não existe tempo nem para a própria família ou um delicioso bate papo com os amigos. Imagina então, se sobraria um momento para olhar o céu estrelado, para sentir o cheiro da terra molhada ou para ver o vento tocando delicadamente nas folhas das árvores.
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Em recente visita a uma reserva florestal os estudantes, durante a trilha, foram desafiados a zerar os ruídos e ouvir os sons próprios da natureza, fato que nunca haviam realizado. Atividade que parecia simples, contudo, perante a agitação diária vivenciada por nós, tornou-se complexa. Não poderia ser diferente, afinal, não conseguimos nem mesmo caracterizar os locais que passamos todos os dias, seja indo para o trabalho ou para escola.
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Ao preconizar a vida simples como ideal não há negação dos avanços que a biotenologia conseguiu, apenas questiona-se os excessos, as mensagens subliminares ou as enfâses racionalistas dos discursos atuais. É preciso, uma profunda reflexão na sociedade sobre o tipo de relações sociais/humanas que estamos construindo. A modernidade não cumpriu seus objetivos e nem poderia, é hora então de repensar e elaborar um conjunto de opções para tornar a vida menos dolorosa e mais humana.
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A vida é bela e diferentemente dos gatos nós só temos uma e devemos vivê-la como humanos, respeitando os outros como são, amando-os, ajudando-os. A vida é bela e por ser única precisamos transformar os problemas em oportunidades de aprendizagem e nunca torná-los em obstáculos para a realização dos nossos sonhos. A vida é bela e temos que simplesmente vivê-la, aproveitando cada momento com suas caracteríticas próprias como o último. “A vida é bela” foi o filme que rompeu o silêncio do meu abrigo e, com sua história avessa ao modelo norte-americano fascinou-me.
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