16.5.08

O controle subjetivo e as prioridades do “nosso” Estado.

Você que saber o que será discutido nos próximos dias nas escolas, nos bares, nas igrejas ou mesmo nas políticas públicas de seu municipio? Simples, assista os programas de televisão. Pare um pouco, observe e logo concordará com que digo. É impressionante mas, somos controlados diariamente pelos ditames dela, seja nos hábitos alimentares, seja nos debates acerca dos temas polêmicos etc.

Faz, exatamente, um mês que todos os jornais e tantos outros programas têm como principal pauta o caso da menina que morreu após ser empurrada pelo pai/madrasta. E, por que não muda a “fita”? Resposta: porque a mídia está faturando em cima dos nossos sentimentos e claro, porque a família é classe alta, pois, se fosse um sem terrinha que tivesse morrido na beira destas estradas ou uma criança em uma das milhares favelas deste país desigual, nem passaria na emissora de menor ibope.

A mídia, especialmente através da TV, massifica prioridades para as pessoas e para o Estado. Exemplo claro disso, é o caso da Dengue no país e particulamente no Estado da Bahia. Ninguém nega o perigo que o mosquito transmissor dela representa para a vida de todos nós mas, o que será que levou o Estado a entrar com tanta vontade para combatê-lo se a Bahia possui um número de casos “insignificantes”? Hum, já encontrou a resposta? Vou dá uma dica. O mosquito “Aedes” não consegue identificar quem é pobre ou rico ele simplesmente pica. Se a dengue fosse uma doença de pobre, você acha que os governos municipais, estaduais teria proposto um grande plano para combatê-la? Dificilmente, as estratégias que realizamos no último dia 30/04/08 e as outras que viram ocorreriam.

Por que não fazem passeata contra a fome, miséria, desemprego etc, fatores que estão diretamente ligado a saúde como coloca a VIII Conferência Nacional de Saúde? Se um destes aspectos atingissem os ricos, sem dúvida teria várias campanhas na mídia e passeatas nas cidades mas, eles(ricos) estão em suas casas com ar condicionado trabalhando e comendo do bom e do melhor não vão preocupar com os sertanejos ou favelados.

Um outro aspecto sobre isso necessário refletirmos é sobre a ação do Estado nas ações de saúde. Em relação a dengue por exemplo, as intervenções são de prioritarias são de conscientização, óbvias que são necessárias mas, o problema é o enfoque que dão como sendo responsabilidade das pessoas, não adquirir a doença. Aí é problemático, porque tiram dele(o Estado) o papel de cuidador e passa a orientador. Combater ações deste tipo é importante pois, não será apenas “virando garrafa” que as pessoas não vão adoecer. É preciso dá condições delas sobreviverem, começando com acesso e condições de permancer nas escolas; emprego para terem renda e cuidar de sua casa; um sistema de saúde que funcione realmente.

No entanto, os governantes preferem fazer mega eventos, do que investir para a melhoria de vida das pessoas. Você pode dizer que as pessoas gostam das festas. Claro, todos precisam de momentos de lazer,contudo, é necessário ter prioridades. E preocupar com os mais humildes com certeza não ocupa lugar de destaque nas ações de governo desta atual civilização. Afinal, quem têm uma vida boa, dita as normas e está no poder não desejam deixar o trono. E, como não há saída vamos continuar nos desumanizando. Correto?

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