31.12.09
Feliz ano novo?
Adeus ano velho, feliz ano novo... e uma série de frases pré-elaboradas são repetidas pela mídia, como se fosse possível mudar uma realidade criada há séculos, décadas, anos e/ou mesmo dias em questão de segundos. O ano de 2010 começa da mesma forma ou ainda em situação pior que 2009, basta observar as perspectivas para o clima do planeta, as contínuas "querrilhas urbanas", os casos de corrupção e os índices de miséria que continuam absurdos, pessoas ainda morrem por falta de comida e água.
Como desejar um feliz ano novo se crianças vão continuar a morrer devido as guerras insanas, da mesma forma milhões de seres humanos? Ainda encontraremos em nossas cidades nossos semelhantes pedindo uma moeda, um prato de comida, um lar enfim tudo para viver. Como, se a cada dia nossos sentimentos e valores vão sendo convertidos em mercadoria? Será que os nossos representantes, seja em qual situação for ( presidente, governador, prefeitor, diretor de sindicato, de escola...) vão lutar pelas pessoas ou permanecerão querendo somente perpetuar nos cargos? Óbvia resposta em caro leitor. Pois é, a justificativa para acreditar que continuaremos vivendo em uma sociedade injusta são muitas e permanecerá por muitos anos devido a esse sistema que agora está tornando inclusive os nossos sentimentos em mercadoria.
Eu quero muito que você amigo(a) tenha um ano "novo" melhor, que consiga realizar seus sonhos contudo, tomara que eles não seja apenas seus, seja também nossos. Não fique preso aos desejos fabricados pelo sistema capitalista, tente perceber que só seremos felizes quando os nossos semelhantes, a razão da nossa existência também estiverem. Portanto, que neste ano que já nasce velho possamos está mais próximos, fortalecendo os nossos sentimentos e valores verdadeiramente humanos e construindo coletivamente um futuro melhor.
4.12.09
Até quando ficaremos inertes?
No Brasil há corrupção para todo lado, do yapoc ao chuy o que se ver são malas, cuecas, meias... recheadas de dinheiro público. De norte a sul pobreza, miséria, sede e fome marcam uma triste realidade do nosso país.
Enquanto milhões não possuem o mínimo para sobreviver e precisam está nas ruas catando lixo, pedindo esmolas ou mesmo traficando a nossa elite intelectual fica apenas “filosofando” nas universidades e/ou seus escritórios. Os trabalhadores de bem, conscientes desta realidade ou não, cada vez mais se preocupa com sua conta bancária, os valores capitalistas, também, já os contaminaram. Eles não lutam mais pela causa coletiva, humana, pela igualdade e solidariedade, mas, simplesmente pelos seus próprios interesses.
Os nossos representantes, eleitos, nesta pseudo-democracia cada vez mais confirmam a necessidade de um novo modelo político e, sobretudo uma nova política socioeconômica. As situações ilícitas tornaram rotina e as pessoas estão acomodando, habituando com os escândalos, aliás, eles agora já fazem parte da rotina familiar.
Que país este, que assiste a tantas mazelas sociais e continua inerte? As pessoas enchem estádios, arenas, shopping contudo, não possuem a mesma organização para ir as ruas, nos palácios, nas mansões para lutarem por um país mais justo e ético. Como conseguem ficar calados com a latente contradição social presente a nossa volta?
A nossa elite consumista cuida melhor de seus animais de estimação do que dos nossos semelhantes. Ela tripudia, faz a dança da pizza, distribui panetone e nós temos a consciência que é errado mas, dizemos que assim mesmo e ponto final. Será mesmo? É óbvio que temos alternativa, afinal estas transgressões só existem porque a população permite ou seja, só acontecem porque não fazemos nada.
É importante que os sujeitos sociais acreditem que é real a possibilidade de ter um outro mundo mas, sobretudo necessitamos começar a fazê-lo em nossa sociedade. Bem meu amigo(a) talvez você esteja perguntando e por onde começar? Que tal inicialmente indignando com os absurdos que atentam a dignidade humana, é preciso mudar a nossa forma de pensar/agir, de educar a juventudde. É preciso ser sujeito e não um mero expectador dessa existência por este planeta. Formemos uma corrente do bem que diga vale a pena ser honesto.
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