10.6.08
Feliz ano velho
Por acaso, jogado nas caixas de livros da escola, encontro o livro do Marcelo Rubens Paiva “ Feliz ano velho” logo, inicie sua leitura, sem qualquer perspectiva. Ainda não acabei mas, por está sendo deliciosa, emocionante e reflexiva logo irei. Em cada página escrita a sensação de visualizar os seus passos e a cada linha uma nova lição e a torcida por sua recuperação.
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Imagina um ‘burguesinho’ que só queria curtir a vida(mulheres, sexo, drogas e rock etc.) e derepente passa por um “choque” e tudo muda. Como se dormisse em um mundo e acordasse em outro totalmente diferente, tendo de re-aprender a viver, ficando apenas as lembranças, os familiares e os amigos. Mesmo assim, transforma o “deserto em mar” e bem humorado trata aquele momento como um momento(sendo redundante) e vive cada minuto.
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Ao renascer, cada avanço no leito da UTI, constituiu uma conquista enorme. Coisas simples como o ato de caminhar, comer, urinar que para nós passam despercebidas tornam- se metas e conquistas gloriosas para ele. Naqueles momentos, para muitos de tristeza, ele transformou em prazer de viver. As cenas de sua vida são narradas com uma leveza e com traços de felicidade que encanta. Sem contar os momentos difíceis no hospital ou mesmo em casa, que foram transformados conjuntamente aos presentes em lindas histórias.
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Lendo-o veio a memória um amigo, agora espacialmente distante, que passou por cenas semelhantes e felizmente continua construindo sua normatividade e ampliando-a, como diria Canguilhen. Além disso, neste momento triste para mim, com a “perda” de uma pessoa maravilhosa que deixa muitas saudades, o Paiva talvez inconscientemente possibilita a reflexão que alguns dias busco realizar, sobre qual é, mesmo, o sentido da vida.
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Permeando as suas histórias pessoais de curtição e as ocasiões de recuperação existe um senso crítico sobre a realidade, do mundo e do país, impressionante, algo próprio de um adolescente engajado no movimento estudantil e, que teve seus pais presos e torturados pelo regime militar.
Acho que já fiz a propaganda, se fosse você sairia desse mundo virtual e começaria a ‘navegar’ nas páginas emocionantes contadas pelo Paiva. Não posso garantir, contudo, vai auxiliá-lo a ver a vida de uma forma diferente e valorizar as pessoas e os momentos vividos, por mais simples que sejam.
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Como diz o Jornal da Tarde: “ Paiva revela seu pique e agarra o leitor, prendendo-o numa leitura capaz de varar a madrugada, e passa a ser cantado pelo público, com expectativas e cobranças de quero mais.”. Boa leitura.
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