28.7.08

Nossos ídolos

Acabei de assistir o programa “por toda a minha vida” que possuia Renato Russo como personagem e a pergunta que veio logo após é: quem são os nossos heróis, especialmente na atualidade? Vendo o Renato, ouvindo suas músicas e suas preocupações com nosso país e com os diversos valores dentre eles o amor, comecei a procurar e perplexo fiquei ao perceber que a geração Coca-Cola vive um período que poderíamos chamar de caos. Afinal, nos tempos dos homens rápidos e vida líquida(BAUMAM) fica difícil consolidar valores e pessoas a serem copiadas, imitadas ou ao menos que influencie a nossa juventude a serem livres e fazerem o bem.
Che, o ícone maior de luta por mudanças, influenciou muitos nas últimas décadas, caso de Renato na música, contudo, parece-me que o conformismo impera geral. Os ídolos de hoje são jogadores de futebol milionários, ou atores, atrizes, modelos com padrões de beleza invejavel para o mundo das aparências que estamos imersos. Cadê o desejo de mudanças? Será que falta ídolos ou será que o capital nos corrompeu?
Por todos os lados só vemos retratos de um país destruído pela ganância. Os ladrões estão soltos, a miséria está em nossas visceras e mesmo assim ficamos calados acomodados por termos um teto, um emprego e dane-se para todos os outros enganados por falsos políticos que profetiza um futuro de conto de fada.
Será que tudo têm que ser assim como está? Migalhas para alguns e bonância para outros? Será mesmo que depois da tempestade vem a luz com a esperança? Mas, tudo está tão escuro, e parece que tudo está repetindo. Os mesmos, nos mesmos lugares, com as ações de sempre que nem o vento muda de direção.
Eu não sei porque estou assim, ninguém está nem aí, mas é um sentimento ruim. Amor o que fazer, porque tudo é tão complicado, seria bem mais fácil simplesmente viver e viver, contudo, não nascemos apenas para crescermos, reproduzimos e morremos, seria muito, muito simples, como uma pedra bruta. Mas, talvez não estaríamos celebrando a estupidez humana, os menos coruptos, a juventude sem escola, todo o nosso egoísmo, ou mesmo comemorarmos o gol da seleção, as festas dos candidatos feitas com nosso suor.
Enquanto a legião dorme a sereia canta e nos envolve com seu canto que maravilha a todos que a cada dia menos e menos estão a questionar. Ainda bem que o homem possui memória, é verdade que as vezes ela falha mas, somente a verdade, e apenas ela, pode nos libertar.
Viva todos aqueles que mesmo escondidos dos olofortes ainda continuam a lutar por um mundo mais justo. Ainda bem que eles existem e mesmo “quando tudo parece que está perdido ainda existe uma saída”. E, ela está dentro de cada um de nós, precisamos descobrir qual é.

26.7.08

Será possível mais 15 dias?

Filme interessante “30 dias” confirma o racismo existente em nossa sociedade e também, como todos podem mudar de concepção. Dois garotos, um branco e um negro, apaixonados por Basquete que após uma briga num jogo devem cumprir a pena em locais opostos de sua cor. Convivendo com pessoas desconhecidas, reconheceram a bobagem que tinham dentro de cada um e como ambos juntos eram mais fortes. Lembrem 30 dias mudaram duas vidas.

Saio da ficção e vou para a realidade e bastaram 15 dias para transformar um adulto em idade cronologica e adolescente na maioria de suas atitudes. Racionalmente atravessou estados, cidades e horas, em meio a coragem e o desejo da felicidade permearam o medo e desconfiança. Nos 15 dias vieram novas pessoas, novos lugares, muitos sentimentos positivos e agora muitas saudades. Do interior a capital, o futuro que não quer se realizar e da capital ao interior o presente difícil de ser transformado.

Do real ao desejável falta atravessar a ponte, imensa e exuberante que possui tantos obstáculos imaginários, reforçados pelas barreiras sociais e consolidados pelas atitudes imaturas e medrosas que ambos necessitam superar e viver plenamente o que Jesus cristo, o grande sonhador”, pregou. Não sei bem mas, felizmente ou infelizmente a vida não é feita apenas de rosas, chocolate ou felicidades, entretanto, é preciso que façamos dos espinhos oportunidades de criar novas possibilidades.