19.10.07

O cravo e a Rosa

Bom dia luz radiante das minhas manhãs, estrela das minhas noites, vida do meu mar, flor do meu jardim. Talvez meu desejo de uma vida esteja justamente onde menos esperava e hoje uma mistura de desejos e medos misturam fazendo ser "normal tornar-se louco". Uma loucura permitida e prazerosa que emana um sentimento de carinho, respeito, saudade e amor. É isso mesmo, amor, tão difícil de ser encontrado quanto a honestidade no homem pois, somos cotidianamente estimulados por esta sociedade a sermos simples animais dóceis e irracionais. No entanto, somente nós podemos ressucitar os sentimentos e valores mais nobres e realmente humanos que temos e que estão escondidos pelas mascaras do querer ter e do poder.

Românticos são poucos, românticos são loucos, românticos estão em extinção já dizia o mineiro Vander Lee, dono de um poder maravilhoso que em seus versos transmite um conjunto de significados que remam contra a maré, fato que ocorre em tudo que nós dizemos. O discurso é uma arma fantástica de mobilização e de transformação e portanto, todas as manifestações de amor ao próximo de "romantismo racional" deve ser exaltado e usado para tornarmos novamente completamente sujeitos sociais.

Mas, mesmo com quase tudo indo mal, não vou falar das lagrimas que caem cotidianamente do rosto do vivo-morto ou seria morto-vivo enfim daqueles que já nasceram carimbados com risco de morte. Prefiro neste instante sem negar minhas crenças a sua beleza de viver e ver a vida, talvez algo que tenha que aprender contigo, possívelmente você consiga porque tens paciência e conhecimento lapidado pelos anos, tomara que transforme este "bruto diamante" em uma jóia preciosa, não vejo a hora disto acontecer.

Já tirei a placa, já fechei o sinal, já deixei o ser imaginário em busca do real, para torna-me menos imperfeito. Agora só falta você tirar esta dúvida do coração e aceitar o bom desafio da vida e como "Cravo e a Rosa" ficarmos eternamente juntos.

O CRAVO AMOU A ROSA

A ROSA AMOU O CRAVO

O CRAVO FICOU MAIS FORTE...

E A ROSA MAIS PERFUMADA...

12.10.07

Veja mente

Não possuo o hábito de ler as revistas semanais, infelizmente esta também é a realidade de milhões de pessoas de nosso país mas, nesta última semana a mais reacionária de todas me chamou atenção ao ver estampada em sua capa a imagem de Che. Fiquei curioso para saber o que o comandante fazia ali e pela primeira vez comprei a "veja", algo que talvez nunca devesse ter feito, pois, a reportagem é ridícula, os argumentos são fracos e contraditórios, sendo sua base de sustentação justamente aqueles que fazem oposição ao regime cubano, os neo-EUA.

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Neste mês faz 40 anos que a CIA deu fim ao homem Che, fato que a Veja contraditoriamente reconhece. As idéias de liberdade, de revolução, de igualdade levada pelo Comandante preocupava ao todo poderoso EUA e não poderia deixar Che solto e assim foi morto na Bolívia, lutou até o fim pela emancipação dos homens e seu nome é reconhecido no mundo todo mas, os setores conservadores não aceitam e temem a ação que ele ainda exerce em milhões de pessoas e assim usa os mecanismos de alienação para destruí-lo como fazem com todos que buscam mudar a estrutura burguesa.

Os meios de comunicação como tudo na sociedade não é neutra e a revista mais lida deste país não é diferente. São constantes suas investidas contra o socialismo, contra os movimentos sociais- que diga o Movimento dos trabalhadores Sem Terra- e também sobre todas as pessoas que buscam um mundo diferente. Che foi à escolha da vez, ele é retratado como fracassado, fedido, medroso e "sortudo". Em alguns momentos erros grotescos, nem o nome de Che eles sabem, as informações são superficiais, trazem a trajetória dele-guerrilheiro e membro do governo- no entanto não aprofunda, omitem sobre o bloqueio exercido pelos EUA e ainda discute tremendas bobagens como o mau cheiro dele. Será que eles queriam que o Comandante fosse para as batalhas exalando perfume francês? Ou tivesse pena de quem estava na guerra para matar os oponentes?

Para a revista o mito é "sortudo" porque morreu na hora certa, ou seja, era novo e tinha o padrão de beleza existente; era semelhante com Jesus Cristo; e por último morreu no período em que os jovens brigavam por mudanças e precisavam de um ídolo. Portanto, para a Veja Che foi o único vencedor com sua morte, pergunta obvia desde quando a própria morte é uma conquista? Mas, vejam a profundidade dos argumentos do autor Diogo Schelp é ou não para jogar a reacionária na lata do lixo?

É fato que os papagaios burgueses adoraram a reportagem mas, como não comungo com a perspectiva de mundo onde a exploração seja normal prefiro ficar com as idéias, a ternura de Guevara. Che vive em todos que lutam pela destruição do Estado burguês e enquanto houver injustiça e pessoas sofrendo ele será lembrado. Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” (Che Guevara).