16.6.08
A educação agoniza.
O semestre letivo está terminando e a angústia aumenta. A cada dia parece-me que torno mais reacionário. As atitudes já não são mais as mesmas, os sonhos já estão mudando, a esperança em construir um mundo melhor ou quiça uma escola diferente nem mesmo no discurso permanecem. Talvez o Lula esteja correto ao dizer que a medida que envelhecemos os ideiais revolucionários vão se perdendo. Concorda?
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Como os últimos dias, hoje foi difícil, claro, não se compara aos de Che, Jesus, Ghandi etc, estou bem distante deles mas, o que fazer diante do caos que vivemos? Quando ouvia na faculdade os discursos críticos baseados em Freire, Saviani, Coletivo de Autores, Marcelino etc, achava maravilhoso entretanto, no cotidiano de trabalho percebo que eles apenas seguiam o que Bauman aponta em seu livro “ Modernidade e Ambivalência” ou seja, ordenavam o mundo -como uma das característica da modernidade- contudo, com um olhar de oposição ao modelo hegemônico. Ao imaginar uma realidade eles afastavam da vida real.
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A realidade vista sob o guarda chuva da ciência, principalmente, nas apresentações estatísticas parece normal precisando de alguns ajustes e nada mais. O discurso cientifico/midiatico, não consegue apreender a dura realidade da maioria das pessoas, exemplo claro é a educação, que já falida, no buraco, agonizando em um leito, com os sinais vitais exaurindo-se e mesmo assim nada é feito de concreto, aliás exalta-se a entrada de mais pessoas no sistema educacional, enquanto outros tantos desistem ou terminam sem mesmo saber escrever o próprio nome ou as operações simples da matemática.
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Para o Estado o professor é o responsável pela qualidade da educação, se vai mal o problema é dele e não do patrão que superlota salas com 50,60 estudantes sem lugar para sentar e livros para estudar, além disso, sem nenhuma perspectiva quando dali sair. O docente mal remunerado, “mal formado” e também sem perspectiva apenas reproduz e/ou dá “migué”. E desta forma, tudo vai seguindo e os “filosofos percebem estes equivocos mas, nada fazem para mudar”.
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O que fazer? Esta é a pergunta a ser respondida e sinceramente não sei, fato que me deixa com uma sensação desagrádavel. Talvez seria, realmente, melhor não “enchergar” e simplesmente viver, preocupar mais comigo e menos com os outros. Como não consigo mais pensar desta forma contínuo em busca de resposta e para isso preciso de uma ajuda.
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