Por mais que alarmem que vivemos numa democracia onde o respeito as diferenças sobrepõe a todo tipo de preconceito, eu continuo chamando isso de falácia, nós não conseguimos conviver com aqueles que possuem características opostas as nossas. Recentemente um Juiz, autoridade responsável por fazer cumprir as leis do país, confirmou isso numa sentença ao dizer que futebol é coisa para o homem, igualmente preconceituoso (talvez estivesse brincando) foi um estudante do 1º ano do ensino médio quando debatíamos este tema na sala, ele reproduziu, indo além, "mulher é para ficar em casa pilotando fogão e para fazer amor". Claro que no final da fala levou uma sonora vaia das colegas mas, ele apenas reproduziu os valores que estão impregnados na atual sociedade.
Estas manifestações possuem ligações com o passado onde as mulheres como os negros, eram tidos como "sub-humanos", serviam para cuidar dos filhos, da casa e da comida para o marido enquanto este saia para discutir política, praticar esporte etc. Em alguns países ainda existe situações piores do que a vivida no Brasil, aqui as mulheres já conseguiram alguns direitos, apesar de serem ainda tidas como inferiores pela nossa cultura machista.
Nas minhas aulas tento diminuir o separatismo existente, afinal o esporte como manifestação criada pelo ser humano deve ser apreciada por todos independente de condições, ou gênero, entretanto, a resistência é terrível principalmente pelos meninos que possuem uma vivencia "corporal" maior. É fato que homens e mulheres possuem características biológicas diferentes, no entanto, a principal é a cultural, o medo de romper as idéias estabelecidas, o medo do que o outro vai pensar são alguns elementos que impede as possibilidades de avanços de ambos (homens e mulheres).
Este tema já tinha discutido também com os meninos de quinta série, observei que ali já havia atitudes positivas de rompimento de certas posições estabelecidas, eles entenderam que mulher normalmente "é perna de pau" não porque gostam mas, porque não tem oportunidades quando criança de ficar o mesmo tempo num campo de terra batida, ou os meninos são mais "duros" porque quando nascem é dito para eles que dançar é coisa de mulher. Engraçado e enriquecedor, foi quando uma das meninas já no final da aula, perguntou e expressou corporalmente "prof. só porque ele (Richarlyson, jogador do São Paulo) fez isso é gay"? Algo extremamente gostoso de ouvir, pois, ela consegui ir no ponto fucral de toda a discussão.
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Tudo que os seres humanos criaram deve está a disposição de todos independente de gênero e cada um vai realizar de acordo as suas limitações, respeitar isso é fundamental para a convivência
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