Não possuo o hábito de ler as revistas semanais, infelizmente esta também é a realidade de milhões de pessoas de nosso país mas, nesta última semana a mais reacionária de todas me chamou atenção ao ver estampada em sua capa a imagem de Che. Fiquei curioso para saber o que o comandante fazia ali e pela primeira vez comprei a "veja", algo que talvez nunca devesse ter feito, pois, a reportagem é ridícula, os argumentos são fracos e contraditórios, sendo sua base de sustentação justamente aqueles que fazem oposição ao regime cubano, os neo-EUA. .
Neste mês faz 40 anos que a CIA deu fim ao homem Che, fato que a Veja contraditoriamente reconhece. As idéias de liberdade, de revolução, de igualdade levada pelo Comandante preocupava ao todo poderoso EUA e não poderia deixar Che solto e assim foi morto na Bolívia, lutou até o fim pela emancipação dos homens e seu nome é reconhecido no mundo todo mas, os setores conservadores não aceitam e temem a ação que ele ainda exerce em milhões de pessoas e assim usa os mecanismos de alienação para destruí-lo como fazem com todos que buscam mudar a estrutura burguesa.
Os meios de comunicação como tudo na sociedade não é neutra e a revista mais lida deste país não é diferente. São constantes suas investidas contra o socialismo, contra os movimentos sociais- que diga o Movimento dos trabalhadores Sem Terra- e também sobre todas as pessoas que buscam um mundo diferente. Che foi à escolha da vez, ele é retratado como fracassado, fedido, medroso e "sortudo". Em alguns momentos erros grotescos, nem o nome de Che eles sabem, as informações são superficiais, trazem a trajetória dele-guerrilheiro e membro do governo- no entanto não aprofunda, omitem sobre o bloqueio exercido pelos EUA e ainda discute tremendas bobagens como o mau cheiro dele. Será que eles queriam que o Comandante fosse para as batalhas exalando perfume francês? Ou tivesse pena de quem estava na guerra para matar os oponentes?
Para a revista o mito é "sortudo" porque morreu na hora certa, ou seja, era novo e tinha o padrão de beleza existente; era semelhante com Jesus Cristo; e por último morreu no período em que os jovens brigavam por mudanças e precisavam de um ídolo. Portanto, para a Veja Che foi o único vencedor com sua morte, pergunta obvia desde quando a própria morte é uma conquista? Mas, vejam a profundidade dos argumentos do autor Diogo Schelp é ou não para jogar a reacionária na lata do lixo?
É fato que os papagaios burgueses adoraram a reportagem mas, como não comungo com a perspectiva de mundo onde a exploração seja normal prefiro ficar com as idéias, a ternura de Guevara. Che vive em todos que lutam pela destruição do Estado burguês e enquanto houver injustiça e pessoas sofrendo ele será lembrado. “Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” (Che Guevara).
Nenhum comentário:
Postar um comentário