Hoje é sábado, dia lindo, em instante estava sentindo um vento frio no meu rosto, algo diferente na cidade de Jequié, agora no meu calabouço ouço o som da fanfarra do CAIC ensaiando, linda, mais tarde é hora de enfrentar a estrada e uma nova semana de trabalho a iniciar. Antes disso o que gostaria de fazer comigo, ir para uma mesa de bar ou para uma ao ar livre papear e ler alguns livros, ou ainda, juntar com um grupo de pessoas na quadra aqui próximo para um "baba". Essas são algumas opções do fim de semana de Jequié, cidade de porte médio, mas, com pouquíssimas opções de lazer, às vezes parece uma cidade pequena, talvez seja por isso que goste daqui.
Na feira que estava há poucos instantes pessoas conversavam sobre tudo, em uma barraca a moça oferecia "vai um tempero para saladinha de hoje a noite freguês", na outra um grupo conversava sobre eleições do próximo ano "sabe quem esteve aqui há instantes...", há alguns passos na frente estava eu ''negociando" a compra de algumas goiabas, "moço quanto ta o quilo" e a conversa rendia mas, a noite começou a cair e na saída eis que encontro um velho amigo "uesbiano" com seu filhinho nos braços, papo vai e papo vem e é hora de voltar para casa, no caminho música nos bares, nas calçadas, pessoas bebendo ou simplesmente jogando "conversa fora", trem lindo.
Na avenida está uma criança com seu brinquedo, a bicicleta de rodinha, deliciando com oportunidade que estava tendo, "cansou" brinco com ela e a deixo para traz com seu pai, no campo mais uma partida de futebol, são as mesmas equipes do sábado passado e do anterior e... , lembro de minha infância e adolescência que passava o final de semana todo no campo ora vendo ou jogando, era um vicio danado. Durante a semana torcia para que tivesse aula vaga para ter a "pelada" como falamos
Já alguns metros de casa vejo um projeto lindo de um artista lutador, valente ele, pois continua com seus sonhos mesmo sem apoio. É uma casa com vários livros para crianças, jovens e adultos, ainda tem material esportivo, em frente um espaço livre imenso onde coloca um banco, uma rede de vôlei, cadeiras, mesas, jornais e livros a disposição de quem passa pela rua. Há alguns dias prometi uma visita, no entanto, acabei não indo, no pouco tempo de dialogo ele disse que está difícil, mas "sou brasileiro e não desisto nunca".
Uma pessoa que poderia está em casa alienando com as novelas da emissora golpista dedica seu tempo e também seu dinheiro a ajudar as pessoas, sensacional. Precisamos acordar para isso, não existe outro motivo que não seja contribuir para o crescimento do outro, pois, assim estaremos também. Logo, logo, tudo acaba e o que vai ficar são as ações do nosso trabalho, o que fizemos para transformar este mundo, se é assim vamos fazer algo para melhorar a vida de nossos semelhantes.
Paro em frente o mural e começo a ler alguns recortes de jornais, enquanto isso um grupo de crianças brincam e conversam debaixo de uma árvore. Rapidamente questiono a você "o que precisamos para sermos felizes"? Nós vivemos num mundo onde acreditarmos que parai sso é necessário consumir, ter bastante e poucas vezes ou nenhuma paramos para analisar o que está ao nosso redor, à beleza que existe nas coisas simples. Novamente o que precisa para ser feliz?
Chega de internet, vou ler um livro, namorar minhas fotografias e preparar minhas aulas, para semana que vem viver bastante os pequenos detalhes, lindos, existentes que às vezes não conseguimos enxergar. Mas, termino dizendo que eu queria simplesmente "um lugar de mato verde pra plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer".
Nenhum comentário:
Postar um comentário